{"id":58,"date":"2024-11-07T11:37:26","date_gmt":"2024-11-07T14:37:26","guid":{"rendered":"https:\/\/departamentos.uel.br\/psicologia-social-e-institucional\/?p=58"},"modified":"2024-11-07T11:38:24","modified_gmt":"2024-11-07T14:38:24","slug":"encontro-sela-projeto-de-redes-digitais-e-cultura-indigena-no-cesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/departamentos.uel.br\/psicologia-social-e-institucional\/sem-categoria\/2024\/11\/07\/encontro-sela-projeto-de-redes-digitais-e-cultura-indigena-no-cesa\/","title":{"rendered":"Encontro sela projeto de redes digitais e cultura ind\u00edgena, no Cesa"},"content":{"rendered":"\n<p>O projeto de Extens\u00e3o \u201cRedes digitais e a mem\u00f3ria dos s\u00e1bios e s\u00e1bias ind\u00edgenas\u201d foi conclu\u00eddo na \u00faltima semana, ap\u00f3s dois dias de evento no Centro de Estudos Sociais Aplicados (Cesa). A iniciativa teve como objetivo registrar e documentar o conhecimento ancestral de lideran\u00e7as ind\u00edgenas por meio de produ\u00e7\u00f5es audiovisuais, proporcionando material pedag\u00f3gico e formas de empoderamento para as comunidades atrav\u00e9s das redes sociais digitais.<\/p>\n\n\n\n<p>A programa\u00e7\u00e3o reuniu caciques e lideran\u00e7as das terras ind\u00edgenas do Apucaraninha, Bar\u00e3o de Antonina, Laranjinha, Pinhalzinho e Posto Velho. Eles acompanharam a apresenta\u00e7\u00e3o dos document\u00e1rios produzidos com os s\u00e1bios de suas comunidades e participaram de debates e rodas de conversa sobre os desafios e conquistas desse processo de documenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na ter\u00e7a-feira (3), as atividades come\u00e7aram com uma retrospectiva das oficinas audiovisuais realizadas em cada um dos territ\u00f3rios. No per\u00edodo da tarde, foram exibidos os v\u00eddeos com as entrevistas dos s\u00e1bios indicados por suas respectivas comunidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Alexandro da Silva, guarani, diretor da escola ind\u00edgena do Posto Velho, destacou a relev\u00e2ncia da integra\u00e7\u00e3o entre o conhecimento acad\u00eamico e ind\u00edgena, citando o poema de M\u00e1rcia Kambeba: \u201cA constru\u00e7\u00e3o do conhecimento \u00e9 uma teia, que liga a tua cidade com minha aldeia\u201d. Para ele, esse processo \u00e9 fundamental, pois permite que a universidade reconhe\u00e7a a diversidade dos saberes ind\u00edgenas, ressaltando que \u201cnosso conhecimento \u00e9 cient\u00edfico tamb\u00e9m, nos manteve resistentes at\u00e9 hoje\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo dia do evento, quarta-feira (4), foi marcado por discuss\u00f5es sobre a<br>continuidade do projeto, seu impacto nas comunidades e o valor das m\u00eddias<br>digitais para difundir o conhecimento ind\u00edgena.<\/p>\n\n\n\n<p>Ariany Sales, kaingang, estudante de direito pela Universidade Estadual do Norte do Paran\u00e1 (Uenp), relembrou os desafios enfrentados pelas gera\u00e7\u00f5es anteriores na preserva\u00e7\u00e3o de sua cultura. Ela contou como sua av\u00f3 falava o idioma ind\u00edgena apenas dentro de casa, mas se recusava a faz\u00ea-lo na presen\u00e7a de n\u00e3o-ind\u00edgenas, por temer que \u201co que ela falava ali, ele ia ensinar para o n\u00e3o-ind\u00edgena, e o n\u00e3o-ind\u00edgena n\u00e3o podia ter a nossa voz, porque sen\u00e3o nossos direitos e nossos costumes iam se perder\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Impacto e futuro do projeto<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Micael Eliabe, comunicador Guarani, destacou que o projeto ajuda a mostrar aos jovens e \u00e0s crian\u00e7as ind\u00edgenas como se proteger e se defender ao sa\u00edrem de seus territ\u00f3rios, cultivando sua cultura. Ele tamb\u00e9m falou sobre seu coletivo&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/djagwa_etxa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">@djagwa_etxa<\/a>&nbsp;cujo foco \u00e9 desenvolver projetos nos territ\u00f3rios ind\u00edgenas. \u201cNosso maior compromisso \u00e9 trazer projetos para dentro dos territ\u00f3rios, n\u00e3o s\u00f3 o meu, mas tamb\u00e9m os dos outros integrantes, crescendo e estruturando os territ\u00f3rios ind\u00edgenas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto foi coordenado pelo professor Wagner Amaral, do Departamento de Servi\u00e7o Social (Cesa), que desde 2013 desenvolve projetos com povos ind\u00edgenas do Norte do Paran\u00e1. Tamb\u00e9m contou com a co-coordena\u00e7\u00e3o da professora M\u00f4nica Kaseker, do Departamento de Comunica\u00e7\u00e3o (Ceca), e da professora Fl\u00e1via Carvalhaes, do Departamento de Psicologia Social e Institucional (CCB).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Amaral, \u201ca import\u00e2ncia desse projeto que se encerra \u00e9 ter pautado de forma s\u00f3lida e reconhecida, para as escolas ind\u00edgenas aqui do Norte do Paran\u00e1, a relev\u00e2ncia dos saberes dos anci\u00e3os e anci\u00e3s\u201d. Ele acrescentou: \u201cO encerramento sinalizou caminhos para que as comunidades possam seguir produzindo materiais audiovisuais, escutando e registrando os saberes dos mais velhos e qualificando o trabalho da escola, fortalecendo o trabalho educativo em cada comunidade.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Apoio e integra\u00e7\u00e3o acad\u00eamica<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O evento tamb\u00e9m contou com a participa\u00e7\u00e3o da Articula\u00e7\u00e3o dos Estudantes Ind\u00edgenas da UEL (Artein), que possibilita a discuss\u00e3o das dificuldades e dos avan\u00e7os da perman\u00eancia acad\u00eamica dos ind\u00edgenas na institui\u00e7\u00e3o. Criado em 2019, o coletivo promove a\u00e7\u00f5es voltadas a ampliar a presen\u00e7a ind\u00edgena nos bancos da Universidade.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O projeto de Extens\u00e3o \u201cRedes digitais e a mem\u00f3ria dos s\u00e1bios e s\u00e1bias ind\u00edgenas\u201d foi conclu\u00eddo na \u00faltima semana, ap\u00f3s dois dias de evento no Centro de Estudos Sociais Aplicados (Cesa). 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