{"id":86,"date":"2024-11-07T10:32:01","date_gmt":"2024-11-07T13:32:01","guid":{"rendered":"https:\/\/departamentos.uel.br\/psicologia-e-psicanalise\/?p=86"},"modified":"2024-11-07T10:32:54","modified_gmt":"2024-11-07T13:32:54","slug":"professora-pesquisa-cyberbullying-entre-jovens-no-ensino-medio-e-superior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/departamentos.uel.br\/psicologia-e-psicanalise\/sem-categoria\/2024\/11\/07\/professora-pesquisa-cyberbullying-entre-jovens-no-ensino-medio-e-superior\/","title":{"rendered":"Professora pesquisa cyberbullying entre jovens no ensino m\u00e9dio e superior"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A professora Katya Luciane de Oliveira, do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.uel.br\/ccb\/ppsic\/portal\/\">Departamento de Psicologia e Psican\u00e1lise<\/a><br>(CCB), recebeu sua segunda bolsa consecutiva para fazer estudos sobre cyberbullying. Contemplada com a bolsa de Produtividade em Pesquisa (PQ) pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/cnpq\/pt-br\">CNPq<\/a>) desde 2014, enquadrou-se no n\u00edvel E da \u00faltima chamada, de n\u00ba 09\/2023, com seu projeto intitulado \u2018Escala de Avalia\u00e7\u00e3o do Cyberbullying para adolescentes e jovens dos ensinos m\u00e9dio e superior\u2019.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este n\u00edvel, caracterizado pela atua\u00e7\u00e3o em sociedades cient\u00edficas e na editora\u00e7\u00e3o de peri\u00f3dicos no pa\u00eds e no exterior, al\u00e9m de gest\u00e3o cient\u00edfica e pr\u00eamios, garante uma bolsa de R$ 75.600, vigente por 36 meses. Katya atua na \u00e1rea psicoeducacional e aprofunda os mais variados estudos sobre viol\u00eancia. Desde a sua bolsa anterior, j\u00e1 come\u00e7ou a trabalhar com o cyberbullying, na constru\u00e7\u00e3o de escalas espec\u00edficas. Essas escalas, desenvolvidas para os ensinos m\u00e9dio e superior, abordam a realidade brasileira e s\u00e3o voltadas para indiv\u00edduos a partir dos 15 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse novo projeto, ela busca novas evid\u00eancias de validade e psicom\u00e9tricas para essa popula\u00e7\u00e3o. \u201cQuanto mais a gente sabe e refina a medida, melhor vai ficando o mapeamento e a avalia\u00e7\u00e3o desse perfil. Ent\u00e3o, a gente tem um banco constru\u00eddo tanto com coleta presencial quanto com coleta online, em diferentes inser\u00e7\u00f5es do cyberbullying\u201d, pontua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cyberbullying \u00e9 apenas um bra\u00e7o da pesquisa, que estuda a viol\u00eancia como um todo. \u201cA viol\u00eancia \u00e9 um fen\u00f4meno muito capilarizado. E n\u00e3o tem muito uma fronteira do que, de repente, um bullying passa a ser um cyberbullying\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><strong>Caracter\u00edsticas observadas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa se concentra na cria\u00e7\u00e3o de uma escala de avalia\u00e7\u00e3o do cyberbullying, que j\u00e1 possui 45 itens em sua vers\u00e3o atual, com a inten\u00e7\u00e3o de mapear os diferentes perfis envolvidos: emissores, v\u00edtimas, observadores e retaliadores. \u201cNo projeto, a gente vai mapeando esses perfis para ver como funciona o agressor, como funciona o observador \u2013 aquele que interfere no ciclo, e o outro que perpetua a viol\u00eancia\u201d, diz Katya.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A complexidade da viol\u00eancia, tanto no espa\u00e7o f\u00edsico quanto no digital, demanda uma abordagem met\u00f3dica e bem estruturada, e as escalas s\u00e3o projetadas para capturar essas nuances. Particularmente interessantes s\u00e3o as an\u00e1lises sobre os perfis dos observadores e dos retaliadores. Os observadores s\u00e3o subdivididos em duas categorias: proativos e perpetuadores. Os proativos s\u00e3o aqueles que se disp\u00f5em a avisar a v\u00edtima ou comunicar a situa\u00e7\u00e3o a uma institui\u00e7\u00e3o, professor ou amigos, exercendo uma a\u00e7\u00e3o interventora no ciclo de viol\u00eancia. Por outro lado, os perpetuadores s\u00e3o os que compartilham conte\u00fados ofensivos, contribuindo para a manuten\u00e7\u00e3o do ciclo de viol\u00eancia, o que \u00e9 extremamente prejudicial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 os retaliadores geralmente s\u00e3o indiv\u00edduos que j\u00e1 foram v\u00edtimas de bullying em contextos fora do ambiente virtual. Motivados por experi\u00eancias traum\u00e1ticas, eles podem se sentir compelidos a agir contra seus agressores no espa\u00e7o digital.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Participa\u00e7\u00f5es e resultados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O projeto incorpora a coleta de dados em diferentes estados, como S\u00e3o Paulo, Minas<br>Gerais, Bahia e Paran\u00e1, com o objetivo de garantir a representatividade e a robustez das conclus\u00f5es. A participa\u00e7\u00e3o de alunos de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica, mestrandos e doutorandos enriquece a pesquisa, permitindo que eles desenvolvam investiga\u00e7\u00f5es paralelas dentro do escopo do projeto. \u201c\u00c9 um grupo grande de pesquisadores. A pesquisa \u00e9 minha, mas envolve a colabora\u00e7\u00e3o de muitos\u201d, ressalta Katya.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A professora tem colaborado com acad\u00eamicos de outras institui\u00e7\u00f5es, at\u00e9 de Portugal, como o professor Leandro Almeida da Universidade do Minho, para enriquecer o desenvolvimento da escala e expandir a coleta de dados. Embora a pesquisa esteja focada no contexto brasileiro, Katya pretende expandir para realizar a coleta em outros pa\u00edses tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de sua pesquisa, a professora e sua equipe participam de eventos cient\u00edficos e<br>publica\u00e7\u00f5es de artigos, contribuindo para a dissemina\u00e7\u00e3o do conhecimento sobre<br>cyberbullying e viol\u00eancia nas m\u00eddias sociais. O mais recente \u00e9 o artigo intitulado \u201cPropriedades psicom\u00e9tricas e evid\u00eancias de validade da escala de avalia\u00e7\u00e3o do<br>cyberbullying\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados dessa pesquisa t\u00eam grande potencial para influenciar pr\u00e1ticas educacionais e pol\u00edticas p\u00fablicas. A professora ressalta a import\u00e2ncia de tornar a escala acess\u00edvel a educadores: \u201cQuando a escala estiver bem lapidada, ela vai servir para educadores aplicarem na escola. N\u00e3o \u00e9 um instrumento privativo do psic\u00f3logo\u201d. Para isso, uma cartilha est\u00e1 sendo desenvolvida para apoiar educadores na implementa\u00e7\u00e3o das medidas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A professora Katya Luciane de Oliveira, do&nbsp;Departamento de Psicologia e Psican\u00e1lise(CCB), recebeu sua segunda bolsa consecutiva para fazer estudos sobre cyberbullying. 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