{"id":85,"date":"2024-10-16T16:42:24","date_gmt":"2024-10-16T19:42:24","guid":{"rendered":"https:\/\/departamentos.uel.br\/patologia-analises-clinicas-e-toxicologicas\/?p=85"},"modified":"2024-10-16T16:44:27","modified_gmt":"2024-10-16T19:44:27","slug":"projeto-monitora-e-analisa-animais-encalhados-no-litoral-paranaense","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/departamentos.uel.br\/patologia-analises-clinicas-e-toxicologicas\/sem-categoria\/2024\/10\/16\/projeto-monitora-e-analisa-animais-encalhados-no-litoral-paranaense\/","title":{"rendered":"Projeto monitora e analisa animais encalhados no litoral paranaense"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No ano passado, aproximadamente 2300 animais marinhos, na sua maioria aves, foram encontrados encalhados no litoral paranaense, com apenas 100km de extens\u00e3o. Outras esp\u00e9cies como tartarugas, golfinhos, lobos marinhos e focas tamb\u00e9m foram registradas. Os dados s\u00e3o do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.lecufpr.net\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Laborat\u00f3rio de Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o<\/a>&nbsp;da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde 2010, um projeto da UEL ajuda no monitoramento e na an\u00e1lise an\u00e1tomo-patol\u00f3gica dos animais marinhos encalhados no litoral do estado, em colabora\u00e7\u00e3o com o&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.cem.ufpr.br\/portal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Centro de Estudos do Mar<\/a>&nbsp;da UFPR, Campus de Pontal do Paran\u00e1. De acordo com a professora Ana Paula Frederico Rodrigues, do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.uel.br\/cca\/dmvp\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Departamento de Medicina Veterin\u00e1ria Preventiva<\/a>&nbsp;(CCA), coordenadora do projeto, h\u00e1 uma grande quantidade de dados j\u00e1 coletada e muitos estudos voltados n\u00e3o apenas para a determina\u00e7\u00e3o da&nbsp;<em>causa mortis<\/em>&nbsp;dos animais, mas todos os fatores envolvidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2015, os pesquisadores passaram a atuar com o Projeto de Monitoramento de Praias (<a href=\"https:\/\/comunicabaciadesantos.petrobras.com.br\/\">PMP<\/a>) da Bacia de Santos (SP), em raz\u00e3o da exig\u00eancia do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) para estudos e monitoramento antes e depois da instala\u00e7\u00e3o de plataformas de petr\u00f3leo na regi\u00e3o. Segundo a professora Ana Paula, trata-se de uma \u00e1rea de 800km de litoral, de Santos a Laguna (SC). Havia 56 pessoas no projeto, na \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A fase atual do projeto teve in\u00edcio em 2019, baseada no Sistema de Informa\u00e7\u00e3o de Monitoramento da Biota Aqu\u00e1tica (<a href=\"https:\/\/simba.petrobras.com.br\/simba\/web\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Simb<\/a><a href=\"https:\/\/simba.petrobras.com.br\/simba\/web\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">a<\/a>), que re\u00fane dados dos PMP de todo o Brasil: Santos, Campos\/Esp\u00edrito Santo, Sergipe\/Alagoas e Potiguar. A coordenadora explica que o sistema j\u00e1 monitorou mais de 1 milh\u00e3o de animais, e o projeto da UEL se ocupa de cerca de 25% deste total.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essencialmente, os estudos se voltam para o impacto da a\u00e7\u00e3o humana no meio ambiente que levam \u00e0 morte dos animais marinhos. \u00c9 uma pesquisa extensa e dif\u00edcil, segundo Ana Paula, pela falta de dados mais antigos. At\u00e9 2015, a coleta era semanal, depois passou a ser di\u00e1ria. \u201cO impacto \u00e9 muito evidente, e sabemos que existe rela\u00e7\u00e3o, por exemplo, com a atividade pesqueira e com a dragagem do porto. Neste caso, diretamente, ou por causa dos elementos suspensos na a\u00e7\u00e3o\u201d, explica. O monitoramento indicou, entre outros, a exist\u00eancia de chumbo em cet\u00e1ceos (botos e golfinhos) que causaram les\u00f5es renais, e merc\u00fario. Entre outras possibilidades, est\u00e1 o consumo de peixes contaminados por peixes maiores. Os chamados \u201celementos-tra\u00e7o\u201d (metais pesados) se acumulam e passam da presa ao predador.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A coordenadora do projeto da UEL aponta que n\u00e3o \u00e9 um problema agudo, como uma epidemia que passa, mas que vem se desenvolvendo h\u00e1 anos, com a polui\u00e7\u00e3o e outros fatores. Ela destaca, por exemplo, a significativa quantidade de animais que morrem pela ingest\u00e3o de pl\u00e1stico (embalagens vazias, tampinhas etc.) ou mesmo peda\u00e7os de redes de pesca velhas simplesmente jogadas no mar pelos pescadores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No ano passado, aproximadamente 2300 animais marinhos, na sua maioria aves, foram encontrados encalhados no litoral paranaense, com apenas 100km de extens\u00e3o. Outras esp\u00e9cies como tartarugas, golfinhos, lobos marinhos e focas tamb\u00e9m foram registradas. Os dados s\u00e3o do&nbsp;Laborat\u00f3rio de Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o&nbsp;da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR). 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