{"id":62,"date":"2024-10-21T14:51:45","date_gmt":"2024-10-21T17:51:45","guid":{"rendered":"https:\/\/departamentos.uel.br\/odontologia-restauradora\/?p=62"},"modified":"2024-10-21T15:14:04","modified_gmt":"2024-10-21T18:14:04","slug":"que-dor-e-essa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/departamentos.uel.br\/odontologia-restauradora\/sem-categoria\/2024\/10\/21\/que-dor-e-essa\/","title":{"rendered":"Que dor \u00e9 essa?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O professor Edwin Fernando Ruiz Contreras (Departamento de Odontologia Restauradora) coordena o Programa de Forma\u00e7\u00e3o Complementar intitulado \u201cGrupo de estudo e extens\u00e3o em dor orofacial e suas comorbidades\u201d, em execu\u00e7\u00e3o desde 2019 na Cl\u00ednica Odontol\u00f3gica da UEL. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O projeto come\u00e7ou a nascer depois do P\u00f3s-Doutorado realizado na Universidade Estadual Paulista J\u00falio de Mesquita Filho (UNESP) em Araraquara, em 2015, para aplicar sua pesquisa em uma disciplina especial, j\u00e1 que n\u00e3o existe uma espec\u00edfica na grade do curso de Odontologia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim surgiu a disciplina de Oclus\u00e3o e Dores Orofaciais, oferecida no 3\u00ba ano da gradua\u00e7\u00e3o, que serve de requisito para participar do PFC, no quarto ano. O foco, de acordo com o coordenador, \u00e9 prestar atendimento \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente, s\u00e3o atendidos entre 100 e 120 pacientes, que podem ficar dois ou tr\u00eas meses em tratamento (\u00e0s vezes menos) dependendo do diagn\u00f3stico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O sucesso do servi\u00e7o, indicado pelo Pronto Socorro Odontol\u00f3gico da Cl\u00ednica, criou uma grande demanda. Edwin diz que h\u00e1 mais de 300 pessoas na fila de atendimento. \u201cO projeto precisa expandir\u201d, resume. E tem feito isso: come\u00e7ou com seis alunos, hoje tem 27. Ainda n\u00e3o \u00e9 suficiente, mas o professor conta que a ades\u00e3o dos alunos das respectivas turmas tem sido total. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E por falar em sucesso, o coordenador informa que \u00e9 o \u00fanico projeto do norte do Paran\u00e1 reconhecido pela Sociedade Brasileira de Dor Orofacial (SBDOF). \u201cO que ajuda a gerar mais demanda\u201d, comenta.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quais dores?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E de quais dores se ocupa o Programa? Por incomum que possa parecer, n\u00e3o \u00e9 a dor de dente. As mais recorrentes s\u00e3o as chamadas DTMs, ou Disfun\u00e7\u00f5es Temporomandibulares, e as cefaleias (dores de cabe\u00e7a). <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As DTMs s\u00e3o dores no maxilar, na mand\u00edbula, na regi\u00e3o pr\u00f3xima ao ouvido. Dores sentidas ao mastigar, bocejar, deglutir, ou outras fun\u00e7\u00f5es corriqueiras. \u00c0s vezes a mand\u00edbula estala a cada movimento. E h\u00e1 casos em que apenas tocar as bochechas faz sentir uma dor insuport\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dor \u00e9 sintoma, e suas causas s\u00e3o, segundo Edwin, multifatoriais, principalmente f\u00edsicas (mec\u00e2nicas) ou emocionais. Menos comuns, mas poss\u00edveis, s\u00e3o as dores resultantes de inflama\u00e7\u00f5es na regi\u00e3o orofacial ou sist\u00eamicas, isto \u00e9, doen\u00e7as que provocam dores em v\u00e1rias regi\u00f5es do corpo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os tipos de dor tamb\u00e9m variam. Quando se localizam no tecido muscular, d\u00f3i como se houvesse ali uma press\u00e3o, um esmagamento. Quando \u00e9 na articula\u00e7\u00e3o, a dor \u00e9 aguda, como se sofresse agulhadas. E h\u00e1 as neurop\u00e1ticas, quando a dor \u00e9 acompanhada de sensa\u00e7\u00f5es desagrad\u00e1veis, como se estivesse queimando, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O professor explica que, em sua primeira consulta, h\u00e1 uma boa conversa com o paciente, que pode durar at\u00e9 uma hora e meia, para a realiza\u00e7\u00e3o de uma anamnese completa, sobretudo em rela\u00e7\u00e3o aos h\u00e1bitos, que influenciam muito. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Casos de dores leves (30%) s\u00e3o resolvidos em quest\u00e3o de dias, desde que o paciente fa\u00e7a sua \u201cli\u00e7\u00e3o de casa\u201d, aponta Edwin. Segundo ele, 55% do sucesso do tratamento depende do paciente. Os outros 45% v\u00e3o depender do dentista, do fisioterapeuta, dos rem\u00e9dios, etc.. Casos cir\u00fargicos s\u00e3o bem raros: 5%. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 tratamentos com laser ou acupuntura. Medicar pode ser preciso, mas s\u00f3 depois de uma avalia\u00e7\u00e3o completa. De fato, o professor conta que o projeto mais tira do que prescreve medicamentos. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Normalmente, o paciente chega \u00e0 cl\u00ednica ap\u00f3s ter tomado analg\u00e9sicos e outros rem\u00e9dios, nem sempre prescritos por m\u00e9dico ou dentista. A primeira consulta tamb\u00e9m serve para orientar e explicar detalhadamente ao paciente seu problema, causa e terapia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesta dimens\u00e3o educativa, o servi\u00e7o ajuda na preven\u00e7\u00e3o e esclarece, combatendo informa\u00e7\u00f5es sem base cient\u00edfica e lan\u00e7ando a luz da ci\u00eancia sobre o caso. Um exemplo est\u00e1 nos casos de press\u00e3o dos dentes (bruxismo). <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Edwin \u00e9 categ\u00f3rico: os dentes s\u00f3 t\u00eam que se tocar na mastiga\u00e7\u00e3o. Se n\u00e3o estiver comendo, n\u00e3o devem exercer press\u00e3o uns sobre os outros. E se engana quem pensa que \u00e9 dormindo que isso mais acontece. O professor explica que o apertamento em vig\u00edlia (quando acordado) \u00e9 muito pior.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Ansiedade e estresse<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As causas: normalmente, ansiedade e estresse. Uma das indica\u00e7\u00f5es, neste caso, \u00e9 que o paciente procure fazer uma atividade de lazer que o relaxe. N\u00e3o necessariamente um exerc\u00edcio f\u00edsico, que pode deix\u00e1-lo ainda mais ansioso ou estressado. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ouvir m\u00fasica tamb\u00e9m \u2013 tem que ser um estilo que o agrade. Claro que a pr\u00f3pria profiss\u00e3o pode n\u00e3o facilitar. Policiais e bombeiros, por exemplo, s\u00e3o frequentes candidatos a dores orofaciais por tens\u00e3o. A pandemia foi outro fator, aumentando expressivamente o n\u00famero de casos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As dores podem estar ainda associadas a doen\u00e7as cr\u00f4nicas, e n\u00e3o s\u00e3o poucas. As s\u00edndromes das pernas inquietas e do intestino irrit\u00e1vel s\u00e3o algumas. As \u201calgias\u201d s\u00e3o outros exemplos: fibromialgia, lombalgia, cervicalgia\u2026 mas espere! Dor na coluna faz doer a mand\u00edbula? Faz. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Edwin explica que tais doen\u00e7as cr\u00f4nicas enviam o sinal de dor ao c\u00f3rtex cerebral continuamente, que \u201cse confunde\u201d, o que provoca uma condi\u00e7\u00e3o chamada de \u201cdor referida\u201d, ou seja, uma dor sentida em local diferente de sua origem real. O professor fala de pacientes que chegaram \u00e0 cl\u00ednica com queixa de dor na boca, e os exames nada revelaram. Chegaram a extrair um dente, e nada mudou. O problema n\u00e3o era l\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 faixa et\u00e1ria, a mais atingida \u00e9 a economicamente ativa (20 a 60 anos), em raz\u00e3o da press\u00e3o do trabalho e do mercado. Infelizmente, informa Edwin, est\u00e3o aumentando os casos na inf\u00e2ncia (7 a 10 anos), e a causa j\u00e1 \u00e9 bem conhecida: as telas. Excesso de tela significa redu\u00e7\u00e3o na qualidade do sono. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O organismo humano tem seus hor\u00e1rios de libera\u00e7\u00e3o de horm\u00f4nios e outras subst\u00e2ncias, incluindo as do sono, e se intrometer neste ciclo \u00e9 prejudicial. Ficar at\u00e9 tarde diante da TV ou principalmente do celular faz dormir menos e pior, e sem sono a crian\u00e7a passa a ficar mais tempo diante da tela, criando um c\u00edrculo vicioso. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A\u00ed v\u00eam o sono diurno, a falta de aten\u00e7\u00e3o e concentra\u00e7\u00e3o e o baixo rendimento escolar. Assim, o professor recomenda: est\u00e1 sem sono? Leia um livro, ou\u00e7a uma m\u00fasica calma e relaxante \u2013 mas nunca uma tela. Vale para adultos tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Prospectivamente, Edwin quer aumentar o n\u00famero de pacientes catalogados pelo Programa. Hoje s\u00e3o cerca de 150, mas a meta \u00e9 chegar a 500. Outra ideia \u00e9 desdobrar ou transformar o projeto em extens\u00e3o, visando a credita\u00e7\u00e3o (curriculariza\u00e7\u00e3o da extens\u00e3o) e a obten\u00e7\u00e3o de bolsas para alunos participantes. E h\u00e1 um objetivo maior ainda: criar uma Resid\u00eancia em Dor Orofacial.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O professor Edwin Fernando Ruiz Contreras (Departamento de Odontologia Restauradora) coordena o Programa de Forma\u00e7\u00e3o Complementar intitulado \u201cGrupo de estudo e extens\u00e3o em dor orofacial e suas comorbidades\u201d, em execu\u00e7\u00e3o desde 2019 na Cl\u00ednica Odontol\u00f3gica da UEL. 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