{"id":47,"date":"2024-02-26T16:43:02","date_gmt":"2024-02-26T19:43:02","guid":{"rendered":"https:\/\/departamentos.uel.br\/letras-vernaculas-e-classicas\/?page_id=47"},"modified":"2025-02-24T14:25:43","modified_gmt":"2025-02-24T17:25:43","slug":"sobre-o-departamento","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/departamentos.uel.br\/letras-vernaculas-e-classicas\/sobre-o-departamento\/","title":{"rendered":"Sobre o Departamento"},"content":{"rendered":"\n<p>As muitas possibilidades de conhecer e estudar nossa l\u00edngua materna fazem parte do curso de Letras\/Portugu\u00eas. Isso inclui literatura brasileira, portuguesa, africanas, infantil e juvenil, em suas express\u00f5es narrativas, dram\u00e1ticas e l\u00edricas. Tamb\u00e9m abrange estudos lingu\u00edsticos e discursivos, al\u00e9m de textuais e gramaticais. E, como n\u00e3o poderia deixar de ser, tamb\u00e9m formamos professores(as), para o que contribuem as metodologias e os est\u00e1gios docentes espec\u00edficos para uma forma\u00e7\u00e3o s\u00f3lida e atualizada. Venha se aventurar no mundo da l\u00edngua, da literatura e do ensino!<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Hist\u00f3rico dos Cursos de Letras: da FAFILON \u00e0 UEL<\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"233\" height=\"152\" src=\"https:\/\/departamentos.uel.br\/letras-vernaculas-e-classicas\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Historico-I-e1739977971353.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-299\" style=\"width:430px;height:auto\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">1\u00ba pr\u00e9dio ocupado pela FAFILON, de 1956 a 1970, nas depend\u00eancias do Grupo Escolar Hugo Simas (Carvalho, 2006, p. 222)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"229\" height=\"151\" src=\"https:\/\/departamentos.uel.br\/letras-vernaculas-e-classicas\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Historico-II-e1739978022882.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-298\" style=\"width:425px;height:auto\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">1\u00ba pr\u00e9dio ocupado no campus da UEL quando da transfer\u00eancia dos Cursos de Letras (Carvalho, 2006, p. 222)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Estamos no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1950. Londrina, adolescente ainda, vem de completar 16 anos, e tem 71.412 habitantes. Maring\u00e1, planejada pelos colonizadores para ser a grande metr\u00f3pole do Setentri\u00e3o Paranaense, n\u00e3o fechou um lustro, fundada que foi, em 1947. A comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 prec\u00e1ria. N\u00e3o existe um metro de estrada asfaltada. Predominam como meio de transporte o a\u00e9reo e o ferrovi\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Quatro anos se passaram desde o reconhecimento da Universidade Federal do Paran\u00e1. Criada em 1913, foi reconhecida somente em 1946, por for\u00e7a da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, vigente at\u00e9 o momento, que s\u00f3 permitia cria\u00e7\u00e3o de universidade em cidade com mais de cem mil habitantes.<\/p>\n\n\n\n<p>O ensino m\u00e9dio \u00e9 prec\u00e1rio. S\u00e3o raras as cidades que podem contar com seu gin\u00e1sio p\u00fablico. O ensino secund\u00e1rio (ginasial e colegial) \u00e9 artigo de luxo, existe somente para as elites. O espa\u00e7o \u00e9 preenchido pelas escolas particulares, em sua quase totalidade, confessionais. Londrina \u00e9 uma das poucas cidades do interior, que se contavam nos dedos da m\u00e3o, a desfrutar do privil\u00e9gio de possuir estabelecimento p\u00fablico de ensino secund\u00e1rio, o Gin\u00e1sio Estadual de Londrina.<\/p>\n\n\n\n<p>A Constitui\u00e7\u00e3o de 1946, bem mais liberal que a anterior, se implantava com a lentid\u00e3o pr\u00f3pria de nossas estruturas pol\u00edticas. As diretrizes e bases do ensino do 2\u00b0 grau, uniformes em n\u00edvel nacional, s\u00e3o tra\u00e7adas por uma simples Portaria, a 50l.<\/p>\n\n\n\n<p>Londrina conta ent\u00e3o como 3.500 estudantes secund\u00e1rios, distribu\u00eddos por tr\u00eas estabelecimentos de ensino: Col\u00e9gio Londrinense, particular, confessional, com 1.500 alunos; Gin\u00e1sio Estadual, mais tarde, Col\u00e9gio Vicente Rijo, como 1.000 alunos; e o Col\u00e9gio M\u00e3e de Deus, particular, confessional, com 1.000 alunas, s\u00f3 aceitava pessoas do sexo feminino.<\/p>\n\n\n\n<p>Na regi\u00e3o, apenas se esbo\u00e7a o movimento de cria\u00e7\u00e3o de escolas p\u00fablicas, de 2\u00b0 grau<sup data-fn=\"4a28f219-edf4-4929-9c96-1f01eebd5000\" class=\"fn\"><a href=\"#4a28f219-edf4-4929-9c96-1f01eebd5000\" id=\"4a28f219-edf4-4929-9c96-1f01eebd5000-link\">1<\/a><\/sup>. Movimento que vai crescer, culminando, no final da d\u00e9cada de 1960, com a exist\u00eancia de escolas deste n\u00edvel em quase todos os munic\u00edpios do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais uma vez, neste campo, o pioneirismo serviu de exemplo para todo o Brasil, possuindo o Paran\u00e1, proporcionalmente, na d\u00e9cada de 1960, a maior rede de estabelecimento p\u00fablico de ensino secund\u00e1rio do Pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma d\u00e9cada, o ensino superior, em n\u00edvel nacional, limitava-se a universidades e a escolas isoladas em algumas capitais.<\/p>\n\n\n\n<p>O pioneirismo desbravador da regi\u00e3o come\u00e7a a sedimentar-se. \u00c0 medida que os desbravadores afastavam-se do Setentri\u00e3o, os pioneiros, economicamente realizados, pensam num futuro melhor, menos rigoroso para seus filhos: &#8211;&nbsp;<em>\u201cV\u00e1 estudar, meu filho, assim espero que n\u00e3o sofrer\u00e1 tanto quanto seu pai\u201d<\/em>. \u2013 Palavras de um pioneiro, ao despedir-se do filho que partia pra estudar em um internato.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 medida ainda que as escolas aumentam de n\u00famero e v\u00e3o soltando levas de colegiais: T\u00e9cnicos de Com\u00e9rcio, Normalista e concluintes dos Cursos Cient\u00edfico e Cl\u00e1ssico, jovens, em grande n\u00famero sem recursos para continuar os estudos na capital, a ideia da cria\u00e7\u00e3o de cursos superiores na regi\u00e3o p\u00f5e corpo. Os privilegiados que v\u00e3o estudar fora sabem quanto custam seus estudos. Durante as f\u00e9rias escolares, juntam-se aos colegas e pressionam para seguirem a vinda desses cursos para a cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia empolga. A imprensa escrita e a falada entram na luta e as autoridades, sensibilizadas, desfraldam bandeiras em busca do ensino superior para a regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em artigo na Folha de Londrina de 21\/08\/1954, o articulista, inconformado, assim se manifesta:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cBoa parte destes estudantes, por\u00e9m, se constitui de alunos daqui do Setentri\u00e3o (referia-se aos alunos em f\u00e9rias que promoviam manifesta\u00e7\u00f5es pela funda\u00e7\u00e3o de cursos superiores em Londrina).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Esses, \u00e0 falta de cursos superiores na zona, demandam Curitiba, buscando fontes onde ampliar o horizonte de seus conhecimentos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Muitas vezes estranhamos desta coluna mesmo a incompreens\u00edvel diferen\u00e7a com que se olha para esse nosso setor do ensino, negando-se a extens\u00e3o dos cursos superiores ao mais rico meridiano do Paran\u00e1, embora contribuamos t\u00e3o fartamente pra alimentar as burras do er\u00e1rio do Estado.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>H\u00e1 projetos aprovados e outros em andamento na Assembleia; continuamos, por\u00e9m, em simples expectativas, desassistidos, enquanto os mo\u00e7os daqui se precisam estudar veem-se a bra\u00e7os com as maiores dificuldades, quando n\u00e3o abandonam, em meio, o interno.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>O Norte do Estado necessita com urg\u00eancia de medidas que alarguem em nossa zona o campo da instru\u00e7\u00e3o, pois o decantado progresso que empolga a gente, aqui, deve encontrar sintonia em todos os setores para a evolu\u00e7\u00e3o conjunta e paralela. Contamos com fabulosas culturas de caf\u00e9, riquezas em abund\u00e2ncia \u2013 precisamos agora que venham as luzes da sabedoria que enriquecem o esp\u00edrito. Sem isso a vida se afoga no utilitarismo imediato, aviltada pela sede do ganho, s\u00f3 e s\u00f3\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Na linha de frente do movimento pelo ensino superior, est\u00e1 o Professor Zaqueu de Melo, fundador do Col\u00e9gio Londrinense. Sua inten\u00e7\u00e3o primeira era fundar uma Faculdade particular junto a seu col\u00e9gio, devido ao prest\u00edgio de que desfrutava. E quem conheceu Zaqueu de Melo sabe que ele n\u00e3o era homem de deixar morrer as boas ideias. Incentivado pela popula\u00e7\u00e3o, passou a trabalhar. Sua elei\u00e7\u00e3o para deputado estadual, em 1954, deu-lhe a oportunidade de que precisava. Em pouco tempo, tinha o projeto da cria\u00e7\u00e3o da Faculdade Filad\u00e9lfia pronto para ser vota da pela Assembleia.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto esse pioneiro do ensino se empolgava com seu projeto, for\u00e7as da comunidade trabalhavam pela cria\u00e7\u00e3o de uma escola superior estadual. Sabe-se que a d\u00e9cada de 1950 foi marcada pela luta de deselitiza\u00e7\u00e3o do ensino. A cria\u00e7\u00e3o de uma Faculdade particular na cidade dificultaria a cria\u00e7\u00e3o de uma p\u00fablica, fato que j\u00e1 ocorria, em parte, com o Curso T\u00e9cnico Comercial, como s\u00e9rios preju\u00edzos para os alunos que n\u00e3o podiam pagar seus estudos.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi assim que, com o projeto pronto para ser votado, Zaqueu de Melo viu-o desmontar-se ante as press\u00f5es da comunidade e teve a grandeza de esp\u00edrito de transformar, na \u00faltima hora, o sonho de ter sua Faculdade de Filosofia, ao mudar o teor do projeto para cria\u00e7\u00e3o do primeiro curso superior p\u00fablico da cidade, a Faculdade Estadual de Filosofia, Ci\u00eancia e Letras de Londrina.<\/p>\n\n\n\n<p>Desta forma, no in\u00edcio de 1956, Londrina e regi\u00e3o festejaram a cria\u00e7\u00e3o dos quatro primeiros cursos superiores: Hist\u00f3ria, Geografia, Letras Anglo-Germ\u00e2nicas e Letras Neolatinas.<\/p>\n\n\n\n<p>Justifica-se a cria\u00e7\u00e3o destes cursos, de prefer\u00eancia a outros, pela necessidade premente de se formar profissionais que atendessem ao ensino m\u00e9dio que se alastrava pela regi\u00e3o. Londrina, j\u00e1 com 5000 alunos, tinha raros professores formados em curso superior.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui vale rememorar alguns t\u00f3picos que marcaram o ato de cria\u00e7\u00e3o destes cursos, al\u00e9m dos mencionados. O ano de 1955 foi de muita esperan\u00e7a e trabalho. Em manchete de 23 de abril deste mesmo ano, a Folha de Londrina anunciava: \u201c<em>Dever\u00e1 ser instalada, ainda no decorrer de 1955, a Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras de Londrina<\/em>\u201d. A not\u00edcia \u00e9 dada ao jornal pelo deputado Zaqueu de Melo e se referia \u00e0 Faculdade particular que pretendia instalar junto a seu col\u00e9gio. N\u00e3o era, por\u00e9m, a escola que a comunidade buscava.<\/p>\n\n\n\n<p>O ano de 1956 come\u00e7ou para Londrina em estado de gra\u00e7a, no campo do ensino superior. Em 22 de janeiro, o mesmo jornal abria, em caixa alta, o an\u00fancio alvissareiro: \u201c<em>A Faculdade sa\u00edra mesmo<\/em>\u201d. O projeto \u00e9 do deputado e Professor Zaqueu de Melo, tendo recebido aprova\u00e7\u00e3o un\u00e2nime da Assembleia Legislativa. A aprova\u00e7\u00e3o se deu com a assinatura da Lei de n\u00famero 2.568-A, de 25 de janeiro, pelo Governador Adolpho de Oliveira Franco. A data \u00e9 pioneira. A reportagem registra o \u201c<em>extraordin\u00e1rio entusiasmo do grande n\u00famero de estudantes interessados e entidades em geral\u201d<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo artigo, se verifica o esp\u00edrito ambicioso do londrinense, pr\u00f3prio do pioneirismo, com o olhar voltando-se l\u00e1 para bem longe, no outro horizonte, mal tendo galgado a primeira montanha, divisando al\u00e9m, ainda na penumbra, o nascer de sua futura universidade. Eis o relato: \u201c<em>Come\u00e7amos o ano de maneira auspiciosa em mat\u00e9ria de ensino e \u00e9 de esperar que outras realiza\u00e7\u00f5es semelhantes venham a se tornar realidade como, por exemplo, a Escola&nbsp;de Agronomia e Veterin\u00e1ria<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Apenas um m\u00eas se passara e a Folha de Londrina de 2 de mar\u00e7o, em artigo assinado pelo diretor do Col\u00e9gio Londrinense, Professor Galdino Moreira Filho, \u00e9 expl\u00edcito ao falar de uma universidade para Londrina:&nbsp;<em>\u201cAcreditamos que, em futuro bem pr\u00f3ximo, Londrina ser\u00e1 uma esp\u00e9cie de cidade universit\u00e1ria porque, possuindo uma popula\u00e7\u00e3o em idade escolar bem grande, abrange uma extensa \u00e1rea que serve n\u00e3o somente seu munic\u00edpio, mas todo o Norte do Estado\u201d<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u201cextraordin\u00e1rio entusiasmo\u201d de que fala a reportagem anterior parecia n\u00e3o ter muita consist\u00eancia, pois, constatou-se que, no primeiro vestibular realizado, para um universo de 160 vagas abertas, foram efetivadas somente 40 matr\u00edculas. Este n\u00famero n\u00e3o se alterou muito, nos seis anos que se seguiram. A partir de 1964, estes n\u00fameros passaram a crescer com as modifica\u00e7\u00f5es introduzidas no sistema de vestibular que, at\u00e9 ent\u00e3o, obedecia a normas extremamente r\u00edgidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes mesmo da autoriza\u00e7\u00e3o para funcionar, em 1965, num gesto arrojado, a Faculdade de Filosofia, apenas criada, tentou realizar, no meio do ano, exames vestibulares para dar in\u00edcio aos cursos, conseguindo apenas cinco inscri\u00e7\u00f5es. O obst\u00e1culo maior dos candidatos foi a obten\u00e7\u00e3o da carteira de identidade, expedida somente na capital e com muita burocracia.<\/p>\n\n\n\n<p>A autoriza\u00e7\u00e3o para o funcionamento da Faculdade de Filosofia s\u00f3 ocorreu, dois anos ap\u00f3s sua cria\u00e7\u00e3o, pelo decreto n\u00famero 43.143, de 3 de fevereiro de 1958. O reconhecimento dos Cursos de Letras pelo MEC ocorreu em 1960.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo de instala\u00e7\u00e3o dos cursos rec\u00e9m-criados foi comandado, na Faculdade de Filosofia, pelo Professor Doutor Lauro Gomes da Veiga Pessoa, coadjuvado pelo Professor M\u00e1rio Tacahashi, como secret\u00e1rio. Os vestibulares muito r\u00edgidos e somados \u00e0 falta de experi\u00eancia, de incentivo e, em termos regionais, \u00e0s dificuldades de transporte, trouxeram aos estudantes obst\u00e1culos que s\u00f3 o tempo, muito lentamente, vai sanar. Uma vis\u00e3o do n\u00famero de estudantes por curso e as inscri\u00e7\u00f5es dos vestibulares s\u00e3o uma forte prova da assertiva. Assim, de uma feita, foram inscritos 26 candidatos na Faculdade de Filosofia, para 160 vagas abertas. O curso de Letras Anglo-Germ\u00e2nicas teve maior dificuldade de sobreviv\u00eancia, neste primeiro momento. Havia turmas com apenas tr\u00eas alunos. O curso de Letras Neolatinas era o preferido. A terceira turma de vestibulandos, a de 1960, contou com 21 alunos matriculados. A prefer\u00eancia pelo Curso de Letras Neolatinas se apoiava no fato de este curso oferecer maior mercado de trabalho. O diplomado em Neolatinas podia lecionar no ensino m\u00e9dio as disciplinas de Latim, Franc\u00eas, L\u00edngua Portuguesa, Literaturas Portuguesa e Brasileira, e ainda, L\u00edngua e Literatura Espanhola.<\/p>\n\n\n\n<p>A baixa demanda para os vestibulares e, consequentemente, de matr\u00edculas, trouxe temores quanto \u00e0 sobreviv\u00eancia dos cursos criados. Ingente foi o esfor\u00e7o dos respons\u00e1veis para mant\u00ea-los, nos primeiros anos. Em 1959, estava anunciada a visita do Inspetor Federal para a verifica\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>in loco<\/em>&nbsp;das condi\u00e7\u00f5es de funcionamento das novas escolas. Na linguagem pioneira, diria que elas funcionavam ainda na fase do galp\u00e3o de pau-a-pique. Autoridades, professores, diretores, alunos e comunidade se uniram para vencer este primeiro teste e foram aprovados.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova escola funcionou no Grupo Escolar Hugo Simas, no per\u00edodo noturno, quando as salas de aula estavam ociosas.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o t\u00edtulo: \u201cLondrina n\u00e3o pode perder suas Escolas Superiores\u201d, o articulista da Folha de Londrina, em 21 de fevereiro de 1959, comentava, pensando longe:&nbsp;<em>\u201cToda movimenta\u00e7\u00e3o e empenho ser\u00e3o poucos no sentido de conservar a extraordin\u00e1ria conquista que significa para cidade as Faculdades de Direito e Filosofia, bases satisfat\u00f3rias para que se torne realidade, em breve, a aspira\u00e7\u00e3o maior que acalentamos: a futura Universidade do Norte do Paran\u00e1<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>FONTE<\/strong>: SILVA, Joaquim Carvalho da (Org.). Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras de Londrina &#8211; FAFILON. In: ______.&nbsp;<strong>50 anos dos Cursos de Letras<\/strong>: da FAFILON \u00e0 UEL. Londrina: UEL, 2006. p. 21-27.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n<ol class=\"wp-block-footnotes\"><li id=\"4a28f219-edf4-4929-9c96-1f01eebd5000\">A estrutura do ensino m\u00e9dio, ent\u00e3o, abrangia: Prim\u00e1rio (4 anos) e Secund\u00e1rio: Ginasial (4 anos) e Colegial (3 anos); e o Curso Superior. <a href=\"#4a28f219-edf4-4929-9c96-1f01eebd5000-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 1 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><\/ol>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As muitas possibilidades de conhecer e estudar nossa l\u00edngua materna fazem parte do curso de Letras\/Portugu\u00eas. Isso inclui literatura brasileira, portuguesa, africanas, infantil e juvenil, em suas express\u00f5es narrativas, dram\u00e1ticas e l\u00edricas. Tamb\u00e9m abrange estudos lingu\u00edsticos e discursivos, al\u00e9m de textuais e gramaticais. 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