{"id":173,"date":"2024-11-10T19:28:22","date_gmt":"2024-11-10T22:28:22","guid":{"rendered":"https:\/\/departamentos.uel.br\/filosofia\/?p=173"},"modified":"2024-11-10T19:29:41","modified_gmt":"2024-11-10T22:29:41","slug":"filosofia-em-cartaz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/departamentos.uel.br\/filosofia\/sem-categoria\/2024\/11\/10\/filosofia-em-cartaz\/","title":{"rendered":"Filosofia em cartaz"},"content":{"rendered":"\n<p>Quem nunca ficou incomodado com uma cena, um personagem ou um desfecho de um filme? Quem nunca saiu chorando, rindo ou perplexo de uma sala, ainda sob o impacto do que acabou de ver? Todas estas rea\u00e7\u00f5es \u00e0s obras da s\u00e9tima arte se assemelham \u00e0quelas provocadas pela realidade, pelo cotidiano, e que ganham a aten\u00e7\u00e3o dos fil\u00f3sofos.<\/p>\n\n\n\n<p>sta \u00e9 uma das premissas do projeto \u201cCiclo de Cinema e Filosofia\u201d, coordenado pelo professor Charles Feldhaus (Departamento de Filosofia). Entre seus objetivos, est\u00e1 promover o acesso ao conhecimento filos\u00f3fico atrav\u00e9s dos filmes ou trechos, seguidos de debates em torno dos mais variados temas de interesse da sociedade contempor\u00e2nea, como o tempo, as rela\u00e7\u00f5es humanas, a sa\u00fade, a tecnologia, igualdade, e a pr\u00f3pria arte.<\/p>\n\n\n\n<p>Oficialmente, o projeto existe h\u00e1 um ano, mas a utiliza\u00e7\u00e3o de filmes como recurso pedag\u00f3gico \u00e9 uma pr\u00e1tica que Charles desenvolve h\u00e1 muitos anos. Bacharel e licenciado em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Catarina (2002), foi l\u00e1 tamb\u00e9m que realizou suas pesquisas de Mestrado e Doutorado, na \u00e1rea de Ci\u00eancia Pol\u00edtica, campo em que ministra aulas na UEL. O P\u00f3s-Doutorado veio depois, na Alemanha (2015).<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro Ciclo de Cinema e Filosofia foi em 2017, e at\u00e9 aqui foram aproximadamente 20 edi\u00e7\u00f5es, e nem todas dentro da UEL. N\u00e3o raro, para conseguir o filme pretendido, o professor Charles precisou adquirir a obra, comprando-a no YouTube, por exemplo. Toda exibi\u00e7\u00e3o \u00e9 seguida de um debate com participa\u00e7\u00e3o de um convidado, n\u00e3o necessariamente um fil\u00f3sofo, mas algu\u00e9m que possa contribuir com as discuss\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A oficializa\u00e7\u00e3o da atividade como projeto de extens\u00e3o vem ao encontro da credita\u00e7\u00e3o da extens\u00e3o na UEL, por isso o professor conta com a colabora\u00e7\u00e3o de outros professores, da UEL e de outras institui\u00e7\u00f5es, assim como de estudantes que, segundo ele, ter\u00e3o bastante trabalho pela frente: al\u00e9m de participar das sess\u00f5es e dos debates, produzir\u00e3o materiais de apoio e at\u00e9 te\u00f3ricos sobre os filmes e temas do Ciclo, al\u00e9m do conte\u00fado para redes sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>Para isso, Charles diz que conta com a participa\u00e7\u00e3o da professora Andrea Cachel, que trabalha com produ\u00e7\u00e3o textual. Atualmente, ela desenvolve uma pesquisa p\u00f3s-doutoral sobre Cinema e Filosofia. O segundo docente participante \u00e9 o professor Marcos Rodrigues da Silva, coordenador de extens\u00e3o do Departamento de Filosofia. Um dos objetivos do coordenador \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios e-books, com resenhas dos filmes, artigos, transcri\u00e7\u00e3o de confer\u00eancias, entre outros materiais.<\/p>\n\n\n\n<p>Charles Feldhaus \u00e9 o coordenador de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o do Departamento e tem orientandos com pesquisas sobre Cinema e Filosofia em andamento. Para ele, como arte, o cinema tem o poder de mexer com a imagina\u00e7\u00e3o humana, com a maneira de as pessoas verem as coisas, enxergar o mundo. \u201cO cinema impacta. Ele choca, muitas vezes\u201d, afirma. Ao questionar um enredo, um comportamento de um personagem, o p\u00fablico questiona a pr\u00f3pria realidade. \u201cIsto atua muito no n\u00edvel na intui\u00e7\u00e3o\u201d, exp\u00f5e o professor.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Em cartaz<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Entre os filmes j\u00e1 exibidos no Ciclo, o professor cita \u201cAs sufragistas\u201d (Inglaterra, 2015); \u201cOs \u00faltimos dias de Imannuel Kant\u201d (Fran\u00e7a, 1993); \u201cSelma: uma luta pela igualdade\u201d (EUA, 2014); \u201cAto de esperan\u00e7a\u201d (Inglaterra, 2017); \u201cCobaias\u201d (EUA, 1997); \u201cO destino de uma na\u00e7\u00e3o\u201d (Inglaterra, 2017); \u201cGattaca\u201d (EUA, 1997); \u201cApocalipse Now\u201d (EUA, 1977); \u201cO povo contra Larry Flint\u201d (EUA, 1996). Charles destaca o filme de estreia: \u201cKramer x Kramer\u201d (EUA, 1979).<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 agora, os debates t\u00eam sido online, mas est\u00e1 nos planos do coordenador promover um encontro presencial. Normalmente, as discuss\u00f5es duram de uma hora e meia a duas horas, com dezenas de participantes na audi\u00eancia. E a ideia \u00e9 realizar tr\u00eas sess\u00f5es, uma por m\u00eas, neste trimestre (maio\/junho\/julho), um deles presencial. Por outro lado, o projeto j\u00e1 fez debates em outras institui\u00e7\u00f5es, como a USFC, a PUC\/LD e a Unicesumar\/LD, confirmando a parceria de professores colaboradores destas universidades. Como a professora Andrea faz seu P\u00f3s-Doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ela conseguiu um debate por l\u00e1. O filme foi \u201cBacurau\u201d (Brasil, 2019) e a conversa est\u00e1 no Facebook.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Atua\u00e7\u00e3o dos estudantes<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Para Charles, al\u00e9m de ampliar o conhecimento filos\u00f3fico e atender \u00e0s exig\u00eancias institucionais sobre atividade extensionista (AEX), o projeto oportuniza aos estudantes participantes uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es de aprendizado, da organiza\u00e7\u00e3o dos encontros \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado para redes sociais. O professor sente o engajamento dos alunos, que demonstram tantas habilidades quanto s\u00e3o as a\u00e7\u00f5es a serem praticadas.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto conta com mais de 20 estudantes de gradua\u00e7\u00e3o, n\u00e3o apenas de Filosofia, 5 de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e 1 orientando de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica J\u00fanior, que apresentou sua pesquisa sobre Cinema e Filosofia no Encontro Anual de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica&nbsp;(EAIC) do ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Os e-books ainda est\u00e3o no horizonte do projeto, mas o professor j\u00e1 o divulgou em palestras e eventos escolares. Ali\u00e1s, duas escolas de Londrina j\u00e1 exibiram filmes seguidos de debate. Levar Cinema e Filosofia a outros n\u00edveis de ensino faz parte dos objetivos do projeto. Charles \u00e9 membro da Academia de Letras, Ci\u00eancias e Artes de Londrina desde 2022 e j\u00e1 levou o tema at\u00e9 l\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0s redes sociais, o projeto est\u00e1 no Facebook, YouTube e Instagram (<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/cinemaefilosofia.uel\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">@cinemaefilosofia.uel<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem nunca ficou incomodado com uma cena, um personagem ou um desfecho de um filme? Quem nunca saiu chorando, rindo ou perplexo de uma sala, ainda sob o impacto do que acabou de ver? 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