{"id":164,"date":"2024-11-29T09:37:44","date_gmt":"2024-11-29T12:37:44","guid":{"rendered":"https:\/\/departamentos.uel.br\/estruturas\/?p=164"},"modified":"2024-11-29T09:42:59","modified_gmt":"2024-11-29T12:42:59","slug":"engenharia-como-nunca-se-viu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/departamentos.uel.br\/estruturas\/sem-categoria\/2024\/11\/29\/engenharia-como-nunca-se-viu\/","title":{"rendered":"Engenharia como nunca se viu"},"content":{"rendered":"\n<p>Constante evolu\u00e7\u00e3o e um curso melhor para todos. Esses s\u00e3o os objetivos do projeto de Pesquisa em Ensino \u201cPercep\u00e7\u00e3o dos Discentes e Docentes em Rela\u00e7\u00e3o ao Curso de Engenharia Civil\u201d, do Departamento de Constru\u00e7\u00e3o Civil (CTU). Em um momento de revis\u00e3o e renova\u00e7\u00e3o do curso de Engenharia Civil, professores e alunos se uniram para formular um question\u00e1rio que possibilitasse uma maior percep\u00e7\u00e3o das experi\u00eancias, necessidades e ajustes, na vis\u00e3o tanto dos docentes quanto dos futuros engenheiros.&nbsp;Coordenado pela professora Heliana Barbosa Fontenele, do Departamento de Constru\u00e7\u00e3o Civil, o projeto \u00e9 composto por sete professores do N\u00facleo Docente Estruturante (NDE) do curso de Engenharia Civil, al\u00e9m de mais dois estudantes volunt\u00e1rios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A iniciativa \u00e9 antiga: em 2016, j\u00e1 borbulhavam discuss\u00f5es e antigas vers\u00f5es do projeto atual. Com a reformula\u00e7\u00e3o do projeto pedag\u00f3gico do curso, que entrou em vigor na turma de 2023, as ideias finalmente sa\u00edram do papel com a necessidade de um mecanismo de autorregula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO projeto serve para avaliar tanto a percep\u00e7\u00e3o do estudante quanto a do docente. Para ambos, s\u00e3o seis quest\u00f5es, com a \u00faltima sendo uma quest\u00e3o livre. S\u00e3o quest\u00f5es relacionadas a o que foi apresentado no plano de ensino, se o aluno se sentiu \u00e0 vontade em cada disciplina, se ele se interessou etc.\u201d, explica Fontenele. As perguntas abordam a parte pedag\u00f3gica de cada disciplina, questionando se os objetivos foram expostos com clareza ou se o professor demonstrou se importar com o aprendizado da classe. \u201cA mesma coisa foi aplicada para os docentes: se a turma se interessou, se ele sentiu motiva\u00e7\u00e3o dos alunos durante as aulas e por a\u00ed vai\u201d, complementa.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Para analisar os resultados das pesquisas, a equipe processa as informa\u00e7\u00f5es por meio de estat\u00edstica descritiva, um m\u00e9todo que se concentra em resumir e descrever dados de uma maneira simples e compreens\u00edvel. Ser\u00e3o usadas t\u00e9cnicas como m\u00e9dia e desvio padr\u00e3o para se encontrar correla\u00e7\u00f5es entre as respostas. Segundo o professor Andr\u00e9 Campos de Moura, do Departamento de Estruturas, integrante do projeto, \u201c\u00e9 poss\u00edvel fazer estat\u00edsticas para entender se a quantidade de horas de aula est\u00e1 sendo suficiente, ou se o formato daquela disciplina, quando ela \u00e9 dividida em te\u00f3rica ou pr\u00e1tica, est\u00e1 sendo aproveitada, por exemplo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Uma quest\u00e3o cultural<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O primeiro question\u00e1rio formulado pelo projeto foi lan\u00e7ado na primeira semana de dezembro de 2023. As perguntas chegaram no&nbsp;<em>e-mail&nbsp;<\/em>de 112 alunos do primeiro ano de Engenharia Civil, al\u00e9m de 13 docentes do curso. As respostas, mais especificamente a aus\u00eancia de muitas delas, preocuparam a equipe.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO motivo pode ser cultural\u201d, pensa Campos. \u201c\u00c9 diferente responder algo que sabe que vai contribuir de alguma forma para o desenvolvimento do curso e responder algo que d\u00e1 a impress\u00e3o de que vai ser guardado e n\u00e3o ser\u00e1 utilizado para nada. Este \u00e9 o primeiro grupo de question\u00e1rios, ent\u00e3o, \u00e0 medida em que n\u00f3s formos analisando e tentando mitigar qualquer problema ou dificuldade detectados, os alunos v\u00e3o perceber que isso est\u00e1 ajudando na melhoria do curso e dessa forma, culturalmente, eles ir\u00e3o querer ter mais participa\u00e7\u00e3o\u201d, avalia o professor.<\/p>\n\n\n\n<p>Os professores estimaram uma taxa de 10% a 15% de ades\u00e3o dos question\u00e1rios por parte dos estudantes. Com o&nbsp;<em>feedback<\/em>, o per\u00edodo de dura\u00e7\u00e3o da pesquisa foi estendido at\u00e9 depois das f\u00e9rias. Arthur Bosqui Begnini e Julia Nayra Gozzo, estudantes do terceiro ano de Engenharia Civil volunt\u00e1rios do projeto, passaram nas salas incentivando a participa\u00e7\u00e3o das turmas e atuando como intermedi\u00e1rios entre alunos e pesquisadores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAinda \u00e9 muito forte aquela imagem de que se voc\u00ea avaliou uma coisa negativamente, principalmente dentro da universidade, vai sofrer retalia\u00e7\u00e3o pelo professor, seja em sala de aula ou em nota de prova. Acredito que essa cultura seja muito forte e acabe trazendo medo para os estudantes responderem o question\u00e1rio, mas \u00e9 justamente o contr\u00e1rio: hoje em dia n\u00e3o existe mais essa pr\u00e1tica. Quanto mais pr\u00f3ximos formos, melhor\u201d, afirma Julia.<\/p>\n\n\n\n<p>A popula\u00e7\u00e3o de professores aptos ao question\u00e1rio, ao contr\u00e1rio da de alunos, teve alta participa\u00e7\u00e3o na pesquisa. Entretanto, como explica o coordenador do colegiado do curso, Carlos Alberto Prado, as a\u00e7\u00f5es de mudan\u00e7a s\u00f3 podem ser realizadas com um esfor\u00e7o conjunto. \u201cSe os alunos quiserem e se organizarem, eles conseguem promover essas mudan\u00e7as pedag\u00f3gicas, e o formul\u00e1rio lhes d\u00e1 esse poder. Os alunos devem se unir nesse momento, e o question\u00e1rio \u00e9 uma forma de uni\u00e3o de certa maneira\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Construindo mudan\u00e7as<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Apesar das complica\u00e7\u00f5es, a equipe j\u00e1 tem novas estrat\u00e9gias para os pr\u00f3ximos passos do projeto. \u201cMinha expectativa \u00e9 que no terceiro e \u00faltimo ano de projeto n\u00f3s consigamos mudar um pouco essa vis\u00e3o, ter mais volume de informa\u00e7\u00e3o e respostas para que consigamos ter algo concreto para conversar e para tentar ajustar\u201d, explica Fontenele. \u201cN\u00f3s come\u00e7amos agora. Vamos alterar o momento de lan\u00e7ar o question\u00e1rio, sentar e discutir novas estrat\u00e9gias, o que fazer e o que n\u00e3o fazer, o que deu e o que n\u00e3o deu certo e o que podemos aprimorar\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O maior prop\u00f3sito da iniciativa, de acordo com Begnini, \u00e9 a maior aproxima\u00e7\u00e3o e colabora\u00e7\u00e3o entre alunos e professores, um cuidado que tanto ele quanto J\u00falia sentiram falta no come\u00e7o da gradua\u00e7\u00e3o. \u201cO primeiro objetivo de estarmos aqui \u00e9 esse, de dar uma sensa\u00e7\u00e3o de integra\u00e7\u00e3o entre os professores e alunos. Isso tamb\u00e9m \u00e9 importante para se ter uma lisura do processo e passar a confian\u00e7a de que ele ser\u00e1 implantado\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As respostas do question\u00e1rio est\u00e3o sendo avaliadas pelo projeto e ser\u00e3o usadas como experi\u00eancia para os pr\u00f3ximos que vir\u00e3o. A equipe vai acompanhar a turma de Engenharia Civil que entrou em 2023 at\u00e9 o final de seu ciclo na Universidade. Dessa forma esperam, segundo Campos, que \u201ca cultura de participa\u00e7\u00e3o das turmas melhore a cada ano: no segundo, j\u00e1 teremos uma porcentagem de participa\u00e7\u00e3o maior que no primeiro e no quinto ano, se tudo funcionar, ser\u00e3o quase 100% dos alunos respondendo os question\u00e1rios\u201d.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Constante evolu\u00e7\u00e3o e um curso melhor para todos. Esses s\u00e3o os objetivos do projeto de Pesquisa em Ensino \u201cPercep\u00e7\u00e3o dos Discentes e Docentes em Rela\u00e7\u00e3o ao Curso de Engenharia Civil\u201d, do Departamento de Constru\u00e7\u00e3o Civil (CTU). 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