{"id":139,"date":"2025-05-09T11:31:20","date_gmt":"2025-05-09T14:31:20","guid":{"rendered":"https:\/\/departamentos.uel.br\/clinica-medica\/?p=139"},"modified":"2025-05-09T11:31:20","modified_gmt":"2025-05-09T14:31:20","slug":"projeto-visa-investigar-moleculas-que-podem-indicar-suscetibilidade-e-prognostico-do-cancer-de-bexiga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/departamentos.uel.br\/clinica-medica\/sem-categoria\/2025\/05\/09\/projeto-visa-investigar-moleculas-que-podem-indicar-suscetibilidade-e-prognostico-do-cancer-de-bexiga\/","title":{"rendered":"Projeto visa investigar mol\u00e9culas que podem indicar suscetibilidade e progn\u00f3stico do c\u00e2ncer de bexiga"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Edson Vitoretti<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Ag\u00eancia UEL<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por ser uma doen\u00e7a com alto \u00edndice de recidivas, o c\u00e2ncer de bexiga \u00e9 um dos mais custosos para o Sistema \u00danico de Sa\u00fade. O custo pode chegar na casa de centenas de milhares de reais por paciente. Por isso, descobrir meios pelos quais se identifique fatores de risco envolvidos no aparecimento da doen\u00e7a ou que indiquem pacientes com maior tend\u00eancia a recidivas, pode n\u00e3o s\u00f3 diminuir os gastos na \u00e1rea, mas tamb\u00e9m trazer maior qualidade aos enfermos. Esses s\u00e3o os principais objetivos do projeto \u201cEstudos de Associa\u00e7\u00e3o de Biomarcadores com Suscetibilidade e Progn\u00f3stico no C\u00e2ncer de Bexiga\u201d, coordenado pela professora do&nbsp;<a href=\"https:\/\/departamentos.uel.br\/biologia-geral\/\">Departamento de Biologia<\/a>&nbsp;Geral da UEL, Juliana Mara Serpeloni.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todos os c\u00e2nceres possuem uma causa em comum: muta\u00e7\u00f5es g\u00eanicas nos cromossomos que provocam uma reprodu\u00e7\u00e3o celular descontrolada e desordenada, resultando em danos significativos \u00e0s c\u00e9lulas sadias. Portanto, buscar mol\u00e9culas que caracterizem o quadro patol\u00f3gico e indiquem aspectos de sua evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para compreender o diagn\u00f3stico e o progn\u00f3stico. Esses marcadores podem ainda embasar o tratamento com maior precis\u00e3o, apontando, por exemplo, se o paciente possui tend\u00eancia para recidivas \u2013 reaparecimento da doen\u00e7a ap\u00f3s uma regress\u00e3o ou uma potencial cura \u2013 ou se essas recorr\u00eancias ser\u00e3o mais agressivas. Esses indicadores t\u00eam nome: biomarcadores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os biomarcadores s\u00e3o mol\u00e9culas biol\u00f3gicas encontradas no sangue, urina ou outros fluidos e tecidos corporais, que podem indicar uma condi\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica espec\u00edfica ou uma doen\u00e7a. Eles podem ser prote\u00ednas (como anticorpos, receptores de membranas, entre outros), lip\u00eddeos, microRNAs etc. Qualquer uma dessas mol\u00e9culas biol\u00f3gicas pode ser biomarcadora, desde que sua concentra\u00e7\u00e3o ou atividade esteja alterada e relacionada com a doen\u00e7a. Trata-se de um par\u00e2metro mensur\u00e1vel que permite predizer, por exemplo, uma maior suscetibilidade (chance de desenvolver a doen\u00e7a) a um c\u00e2ncer ou progn\u00f3stico (como esse c\u00e2ncer ir\u00e1 evoluir). Varia\u00e7\u00f5es g\u00eanicas \u2013 tais como uma base a mais ou a menos na cadeia de DNA, uma base substitu\u00edda, entre outras \u2013 podem modular a express\u00e3o do gene e resultar em uma prote\u00edna mais ou menos expressa, funcional ou n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Algumas das caracter\u00edsticas de biomarcadores ideais s\u00e3o: serem acess\u00edveis por m\u00e9todos n\u00e3o invasivos (como coleta de sangue ou urina); s\u00f3 aparecerem quando o indiv\u00edduo tiver a doen\u00e7a; serem sens\u00edveis a mudan\u00e7as, como progress\u00e3o da doen\u00e7a e resposta a terapias. Um exemplo de biomarcador \u00e9 o gene&nbsp;<em>BRCA1<\/em>, que, quando mutado, aumenta em at\u00e9 85% o risco de uma mulher desenvolver o c\u00e2ncer de mama. O projeto coordenado pela professora Juliana \u2013 que est\u00e1 em sua fase inicial e foi recentemente contemplado com o \u201cPrograma de Bolsas de Produtividade em Pesquisa e Desenvolvimento Tecnol\u00f3gico\u201d, promovido pela&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.fappr.pr.gov.br\/\">Funda\u00e7\u00e3o Arauc\u00e1ria<\/a>&nbsp;\u2013 pretende justamente mapear e identificar poss\u00edveis biomarcadores envolvidos na suscetibilidade e no progn\u00f3stico do c\u00e2ncer de bexiga.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para isso, o estudo n\u00e3o parte do zero, pois utilizar\u00e1 informa\u00e7\u00f5es, dados e descobertas de projeto anterior conduzido no Laborat\u00f3rio de Mutag\u00eanese e Oncogen\u00e9tica (<a href=\"https:\/\/departamentos.uel.br\/biologia-geral\/\">LAMON<\/a>) da UEL. O laborat\u00f3rio possui parcerias importantes, que avaliam os mesmos marcadores no c\u00e2ncer de mama, em parceria com a professora Carolina Panis da Universidade Estadual do Oeste do Paran\u00e1 (<a href=\"https:\/\/concursos.unioeste.br\/\">Unioeste<\/a>).&nbsp; Os projetos contam com a contribui\u00e7\u00e3o das doutorandas Isabely Mayara da Silva e Beatriz Geovana Leite Vacario. Estudo do laborat\u00f3rio publicado recentemente mostrou que, no c\u00e2ncer de bexiga, o gene&nbsp;<em>CYP3A4<\/em>, quando mutado, aumenta a suscetibilidade ao c\u00e2ncer. \u201cNo projeto, vimos que indiv\u00edduos com alelos mutados, tinham mais chances de ter c\u00e2ncer de bexiga e, quando esses indiv\u00edduos eram expostos a agrot\u00f3xicos, esse risco era ainda maior\u201d, comenta a doutoranda Isabely Silva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No c\u00e2ncer de mama, tamb\u00e9m foi observada uma forte intera\u00e7\u00e3o com a exposi\u00e7\u00e3o a agrot\u00f3xicos e o gene&nbsp;<em>UGT2B7<\/em>, avaliado durante o mestrado da aluna Beatriz Vacario. \u201cA ideia \u00e9 que, de agora em diante, possamos explorar esses genes de outras formas para tentar comprovar que eles est\u00e3o realmente relacionados a fisiopatologias desses c\u00e2nceres e \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o a agrot\u00f3xicos\u201d, afirma Juliana Serpeloni. O projeto, portanto, vai se debru\u00e7ar em validar n\u00e3o s\u00f3 esses genes, mas tamb\u00e9m outros poss\u00edveis candidatos relacionados ao c\u00e2ncer de bexiga. Pretende-se utilizar t\u00e9cnicas mais robustas e precisas, como sequenciamento de DNA e bi\u00f3psia l\u00edquida. \u201cVamos usar essas t\u00e9cnicas mais aprimoradas para melhor explorar o papel que esses genes t\u00eam no aparecimento ou progn\u00f3stico do c\u00e2ncer de bexiga\u201d, complementa a professora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de avaliar as muta\u00e7\u00f5es como candidatos a biomarcadores, o projeto tamb\u00e9m avaliar\u00e1 o tamanho do tel\u00f4meros, presentes nas extremidades de todos os cromossomos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo a coordenadora do projeto, o tel\u00f4mero \u00e9 uma sequ\u00eancia de repeti\u00e7\u00f5es de um peda\u00e7o de DNA com seis nucleot\u00eddeos que se repetem de dezenas a centenas de vezes, e no PCR em Tempo Real, pode-se calcular quantas repeti\u00e7\u00f5es o indiv\u00edduo tem, por meio de gr\u00e1ficos gerados em computador. \u201cN\u00f3s fazemos a an\u00e1lise e observamos, por exemplo, que os indiv\u00edduos que t\u00eam menos repeti\u00e7\u00f5es, que t\u00eam tel\u00f4meros curtos, podem ter tumor que invade o m\u00fasculo da bexiga, tumores que tendem a ser mais agressivos; ou que indiv\u00edduos que t\u00eam o tel\u00f4mero mais longo podem ter maior propens\u00e3o para desenvolverem o c\u00e2ncer\u201d, ilustra Juliana Serpeloni.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No processo de divis\u00e3o celular (atividade b\u00e1sica e primordial do fen\u00f4meno do c\u00e2ncer), o tamanho dos tel\u00f4meros se altera. Da\u00ed a oportunidade de, ao observar essas altera\u00e7\u00f5es, associ\u00e1-las ao c\u00e2ncer. As muta\u00e7\u00f5es nos genes relacionados \u00e0 integridade telom\u00e9rica tamb\u00e9m podem influenciar seu tamanho, conforme explica a professora Juliana: \u201cOs tel\u00f4meros s\u00e3o regi\u00f5es de DNA nas pontas dos cromossomos, e o tamanho dessas regi\u00f5es interfere na instabilidade telom\u00e9rica e gen\u00f4mica, o que pode favorecer o aparecimento do c\u00e2ncer ou de um tumor de pior progn\u00f3stico\u201d.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/departamentos.uel.br\/clinica-medica\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/image-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-140\" style=\"width:706px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/departamentos.uel.br\/clinica-medica\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/image-1.png 1024w, https:\/\/departamentos.uel.br\/clinica-medica\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/image-1-300x200.png 300w, https:\/\/departamentos.uel.br\/clinica-medica\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/image-1-768x512.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong><em>Professora Juliana mostrando o PCR em Tempo Real,<br>aparelho que identifica biomarcadores atrav\u00e9s de gr\u00e1ficos (Foto: Ag\u00eancia UEL)<\/em><\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A medi\u00e7\u00e3o dos tel\u00f4meros, assim como a maior parte dos estudos do projeto, ser\u00e1 realizada com um aparelho chamado \u201cPCR (Rea\u00e7\u00e3o em Cadeia da Polimerase) em Tempo Real\u201d, uma t\u00e9cnica que permite a amplifica\u00e7\u00e3o e a detec\u00e7\u00e3o de uma regi\u00e3o espec\u00edfica de DNA e a produ\u00e7\u00e3o de muitas c\u00f3pias desse trecho da mol\u00e9cula, o que possibilita an\u00e1lises quantitativas com um elevado grau de precis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O projeto conta com a parceria do&nbsp;<a href=\"https:\/\/hcl.org.br\/\">Hospital do C\u00e2ncer de Londrina<\/a>, de onde j\u00e1 foram coletadas amostras de 400 pacientes diagnosticados com c\u00e2ncer de bexiga. Segundo a professora Juliana, essa popula\u00e7\u00e3o a ser analisada \u00e9 diferenciada, j\u00e1 que na regi\u00e3o norte do Paran\u00e1 h\u00e1 um contingente consider\u00e1vel de pessoas expostas a agrot\u00f3xicos devido \u00e0 economia da regi\u00e3o ter sido voltada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola em d\u00e9cadas anteriores. Esse grupo de amostras ser\u00e1 classificado em rela\u00e7\u00e3o ao progn\u00f3stico, em pacientes que recidivaram ou n\u00e3o, em pacientes que t\u00eam tumor invasivo ou n\u00e3o, em pacientes com tumores de alto ou de baixo grau. Tumores de baixo grau t\u00eam menos chances de serem agressivos, mas t\u00eam maior chance de recidivas. Por outro lado, tumores de alto grau est\u00e3o associados a um pior progn\u00f3stico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma vez identificados e validados, os biomarcadores poder\u00e3o contribuir para a redu\u00e7\u00e3o dos custos do tratamento da doen\u00e7a. Isso porque, na avalia\u00e7\u00e3o de cada paciente, a aus\u00eancia do biomarcador pode recomendar um tratamento mais leve, mais esparsado no tempo, evitando gastos desnecess\u00e1rios. \u201cUm tratamento para c\u00e2ncer de bexiga, por paciente, pode chegar a at\u00e9 300 mil reais no Sistema \u00danico de Sa\u00fade. Ent\u00e3o, se n\u00f3s conseguirmos identificar num indiv\u00edduo um marcador que diga \u2018n\u00e3o, esse indiv\u00edduo n\u00e3o tem chance ou tem uma probabilidade pequena de recidivar\u2019, podemos sugerir que, ao inv\u00e9s de acompanh\u00e1-lo a cada seis meses, podemos acompanh\u00e1-lo a cada ano. E isso diminuiria os custos para o SUS\u201d, exemplifica a professora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda segundo Juliana Serpeloni, a identifica\u00e7\u00e3o de um perfil de marcadores que apontassem uma maior ou menor probabilidade do paciente desenvolver resist\u00eancia a um certo quimioter\u00e1pico, evitaria n\u00e3o s\u00f3 gastos de recursos com um tratamento ineficiente, como tamb\u00e9m sofrimentos dispens\u00e1veis ao paciente por conta dos efeitos adversos desta terapia. Al\u00e9m disso, resultados que mostrem uma associa\u00e7\u00e3o entre as altas taxas de c\u00e2ncer de bexiga ou tumores de pior progn\u00f3stico a fatores como a exposi\u00e7\u00e3o a agrot\u00f3xicos, podem direcionar a\u00e7\u00f5es de conscientiza\u00e7\u00e3o para evitar essa exposi\u00e7\u00e3o. \u201cQuando a gente consegue identificar que naquela popula\u00e7\u00e3o em que os indiv\u00edduos est\u00e3o mais expostos est\u00e1 ocorrendo mais c\u00e2ncer, n\u00f3s podemos nos voltar para essa popula\u00e7\u00e3o e orient\u00e1-la melhor\u201d, comenta a professora.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/departamentos.uel.br\/clinica-medica\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/image-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-141\" style=\"width:772px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/departamentos.uel.br\/clinica-medica\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/image-2.png 1024w, https:\/\/departamentos.uel.br\/clinica-medica\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/image-2-300x200.png 300w, https:\/\/departamentos.uel.br\/clinica-medica\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/image-2-768x512.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><strong>Juliana Serpeloni: \u201cVamos usar essas t\u00e9cnicas mais aprimoradas para melhor explorar o papel que esses genes t\u00eam no aparecimento ou progn\u00f3stico do c\u00e2ncer de bexiga\u201d. (Foto: Ag\u00eancia UEL)<\/strong><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Juliana Mara Serpeloni \u00e9 doutora em Ci\u00eancias com \u00eanfase em Toxicologia pela Faculdade de Ci\u00eancias Farmac\u00eauticas de Ribeir\u00e3o Preto (FCFRP-USP) e p\u00f3s-doutora em Gen\u00e9tica pela Universidade Estadual Paulista de Araraquara e pela UEL. Possui experi\u00eancia na \u00e1rea de gen\u00e9tica com \u00eanfase em mutag\u00eanese e oncogen\u00e9tica, principalmente na investiga\u00e7\u00e3o de mecanismos de a\u00e7\u00e3o envolvidos nos processos de citotoxicidade, genotoxicidade, mutagenicidade e efeitos protetores em ensaios\u00a0<em>in vitro<\/em>. Participa do NAPI Gen\u00f4mica (Novo Arranjo de Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o em Gen\u00f4mica), \u00e9 membro da\u00a0<a href=\"https:\/\/mutagen-brasil.org.br\/\">Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Mutag\u00eanese e Gen\u00f4mica Ambiental<\/a>\u00a0(MutaGen-Brasil) e \u00e9 coordenadora do LAMON.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Edson Vitoretti Ag\u00eancia UEL Por ser uma doen\u00e7a com alto \u00edndice de recidivas, o c\u00e2ncer de bexiga \u00e9 um dos mais custosos para o Sistema \u00danico de Sa\u00fade. O custo pode chegar na casa de centenas de milhares de reais por paciente. 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