{"id":98,"date":"2024-09-16T11:24:48","date_gmt":"2024-09-16T14:24:48","guid":{"rendered":"https:\/\/departamentos.uel.br\/bioquimica-e-biotecnologia\/?p=98"},"modified":"2024-09-16T11:27:09","modified_gmt":"2024-09-16T14:27:09","slug":"os-beneficios-e-riscos-do-rei-dos-dentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/departamentos.uel.br\/bioquimica-e-biotecnologia\/sem-categoria\/2024\/09\/16\/os-beneficios-e-riscos-do-rei-dos-dentes\/","title":{"rendered":"Os benef\u00edcios e riscos do &#8220;rei dos dentes&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p>az quase uma d\u00e9cada que a professora Daniele Sartori (Departamento de Bioqu\u00edmica e Biotecnologia) pesquisa micro-organismos presentes no alho roxo (<em>Allium sativum<\/em>), um condimento comum e popular na culin\u00e1ria brasileira. Formada em Biologia na UEL, na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o ela come\u00e7ou a se debru\u00e7ar sobre a identifica\u00e7\u00e3o da chamada biota do alho. Docente desde 2015, seu primeiro projeto coletou, com a colabora\u00e7\u00e3o de outras institui\u00e7\u00f5es, amostras de alho de todo o pa\u00eds, do Amazonas ao Rio Grande do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>Conhecido por suas propriedades nutricionais e medicinais, o alho realmente \u00e9 um alimento saud\u00e1vel em quantidades moderadas. Possui vitaminas, minerais, e \u00e9 antimicrobiano, al\u00e9m de atuar contra o c\u00e2ncer. Rec\u00e9m colhido, apresenta compostos com base em enxofre que atuam contra o colesterol e doen\u00e7as cardiovasculares.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a professora Daniele, o consumo deste vegetal no Brasil \u00e9 de 1,5kg por pessoa anualmente. O pa\u00eds \u00e9 o 15\u00ba maior produtor, embora o cultivo esteja aumentando nos \u00faltimos anos. Os maiores produtores mundiais s\u00e3o a China, Espanha e Argentina, um dos pa\u00edses de onde o Brasil importa, al\u00e9m do Chile.<\/p>\n\n\n\n<p>Internamente, os maiores produtores s\u00e3o Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goi\u00e1s, e o plantio costuma ser na primavera. S\u00e3o duas colheitas por ano.<br>Em Portugal, o alho \u00e9 conhecido como \u201crei dos dentes\u201d, e l\u00e1 existe um ditado popular que prega: \u201cQuem quer alho cabe\u00e7udo sache-o no Entrudo\u201d. \u201cEntrudo\u201d \u00e9 o Carnaval, portanto para colher um alho grande \u00e9 preciso \u201csach\u00e1-lo\u201d (plant\u00e1-lo) nesta \u00e9poca, por volta de mar\u00e7o, no in\u00edcio da primavera boreal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Secagem, cura e armazenamento<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar de suas boas propriedades alimentares e terap\u00eauticas, o alho pode chegar \u00e0 mesa das fam\u00edlias com fungos que produzem toxinas nocivas \u00e0 sa\u00fade humana. Infelizmente, raramente podem ser vistas a olho nu, enquanto se compra na feira ou no mercado. S\u00f3 testes laboratoriais, complexos, longos e precisos podem encontr\u00e1-las.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o que faz o projeto atual, coordenado pela professora Daniele, em execu\u00e7\u00e3o desde junho de 2020. Intitulado \u201cAvalia\u00e7\u00e3o da microbiota do alho p\u00f3s-colheita\u201d, o projeto recebe amostras de alho de produtores locais. Antes de chegar na UEL, eles s\u00e3o colhidos e passam por um processo de secagem (3 a 5 dias ao sol), cura (20 a 50 dias) e armazenamento. Dali costumam ir para o mercado. O ideal, segundo a professora, seria um armazenamento refrigerado, o que nem sempre acontece. E favorece o aparecimento dos fungos indesej\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisadora diz que s\u00e3o conhecidos mais de 500 fungos, que atacam n\u00e3o s\u00f3 o alho, mas caf\u00e9, milho, amendoim e outros alimentos. Alguns n\u00e3o produzem toxinas, e alguns s\u00e3o at\u00e9 ben\u00e9ficos \u2013 da\u00ed a atua\u00e7\u00e3o dos pesquisadores porque, no caso destes \u00faltimos, podem ser desenvolvidos e patenteados medicamentos. Um fungo do milho, por exemplo, j\u00e1 virou rem\u00e9dio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>az quase uma d\u00e9cada que a professora Daniele Sartori (Departamento de Bioqu\u00edmica e Biotecnologia) pesquisa micro-organismos presentes no alho roxo (Allium sativum), um condimento comum e popular na culin\u00e1ria brasileira. Formada em Biologia na UEL, na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o ela come\u00e7ou a se debru\u00e7ar sobre a identifica\u00e7\u00e3o da chamada biota do alho. 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