{"id":97,"date":"2024-11-05T14:45:38","date_gmt":"2024-11-05T17:45:38","guid":{"rendered":"https:\/\/departamentos.uel.br\/biologia-geral\/?p=97"},"modified":"2024-11-05T14:46:40","modified_gmt":"2024-11-05T17:46:40","slug":"do-que-se-alimentam-os-bichos-da-seda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/departamentos.uel.br\/biologia-geral\/sem-categoria\/2024\/11\/05\/do-que-se-alimentam-os-bichos-da-seda\/","title":{"rendered":"Do que se alimentam os bichos-da-seda?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos problemas enfrentados por produtores de seda no Brasil \u00e9 a falta de alimento para os bichos-da-seda em situa\u00e7\u00f5es em que as planta\u00e7\u00f5es de amoreiras, usadas para alimentar o inseto, n\u00e3o d\u00e3o conta de suprir a demanda. Isso \u00e9 o que conta a professora do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.uel.br\/ccb\/biologiageral\/portal\/\">Departamento de Biologia Geral<\/a>, do Centro de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas da UEL (CCB), Renata da Rosa, que coordena o projeto de pesquisa \u201cDesenvolvimento e otimiza\u00e7\u00e3o de tecnologias para a alimenta\u00e7\u00e3o e sa\u00fade do bicho-da-seda (Bombyx mori Linnaeus, 1758)\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por conta desse projeto de inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, ela \u00e9 contemplada com a Bolsa de Produtividade em Desenvolvimento Tecnol\u00f3gico do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/cnpq\/pt-br\">CNPq<\/a>).&nbsp;Essa pesquisa \u00e9 uma das vertentes do projeto \u201cSeda \u2013 O fio que transforma\u201d, que teve in\u00edcio em 2018 e \u00e9 financiado pela Secretaria de Ci\u00eancia, Tecnologia e Ensino Superior (<a href=\"https:\/\/www.seti.pr.gov.br\/\">Seti<\/a>), por meio do Fundo Paran\u00e1.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Renata relatou que seu projeto prop\u00f5e a cria\u00e7\u00e3o de um alimento artificial para bichos-da-seda, baseado nas folhas de amoreira, que \u00e9 o que se costuma usar. Isso porque, segundo ela, \u201cas ra\u00e7\u00f5es que existem fora do pa\u00eds para o bicho-da-seda n\u00e3o suprem a necessidade nutricional da ra\u00e7a comercial brasileira\u201d. Para solucionar esse problema, o grupo cria diferentes formula\u00e7\u00f5es do alimento e testa nos bichos-da-seda. Outro trabalho realizado \u00e9 o tratamento do solo em que a amoreira \u00e9 produzida e o teste nos animais com as folhas dessas amoreiras. Depois disso, s\u00e3o observados os efeitos como o crescimento do animal, seu desenvolvimento, a forma\u00e7\u00e3o de casulo e a qualidade da seda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse sentido, a professora contou que o grupo&nbsp;busca que o alimento desenvolvido favore\u00e7a a sa\u00fade do bicho-da-seda. E, considerando que a folha de amoreira \u00e9 a principal fonte de alimento, s\u00e3o feitas an\u00e1lises do solo para que as amoreiras tamb\u00e9m sejam mais adequadas. Al\u00e9m disso, o trabalho envolve observar se o alimento causa danos para a sa\u00fade desses insetos e se os genes de produ\u00e7\u00e3o da seda se expressam de forma eficiente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos objetivos do projeto \u00e9 que essa fonte de alimento alternativa possa impedir que os produtores de seda sofram perdas econ\u00f4micas em consequ\u00eancia da m\u00e1 alimenta\u00e7\u00e3o dos insetos, conforme apontou a pesquisadora. Ela explicou que fatores como as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, geadas e agrot\u00f3xicos podem prejudicar as amoreiras e contribuir com a falta de alimento para os animais. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com a professora, o Brasil \u00e9 conhecido pela seda de alta qualidade. E para produzir bons fios de seda, \u00e9 preciso suprir as necessidades nutricionais dos bichos-da-seda, o que tamb\u00e9m est\u00e1 relacionado \u00e0s condi\u00e7\u00f5es das amoreiras. Por isso, Renata destaca a import\u00e2ncia de desenvolver uma tecnologia \u00e0 qual os animais se adaptem e que possibilite a produ\u00e7\u00e3o da seda.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Renata ainda destacou que o&nbsp;projeto gera resultados no campo da pesquisa, com a obten\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es como express\u00e3o de genes e vias metab\u00f3licas. Tamb\u00e9m tem um papel importante na forma\u00e7\u00e3o de profissionais e pesquisadores, j\u00e1 que conta com a participa\u00e7\u00e3o de estudantes de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Ainda atua no desenvolvimento tecnol\u00f3gico, trabalhando para criar um produto que atenda \u00e0s necessidades da produ\u00e7\u00e3o. E por fim, o projeto tamb\u00e9m dialoga com o setor privado e com a ind\u00fastria, por meio de uma parceria com a Fia\u00e7\u00e3o de Seda Bratac.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Equipe<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de Renata, colaboram com o projeto os professores M\u00e1rio S\u00e9rgio Mantovani e Rog\u00e9rio Fernandes de Souza, do Departamento de Biologia Geral; Cristianne Cordeiro Nascimento, de Design; Sheila Levy, de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.uel.br\/ccb\/histologia\/portal\/\">Histologia<\/a>, e Odim\u00e1ri Pricila Prado Calixto e Valter Harry Bumbieris Junior, de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.uel.br\/cca\/zootecnia\/\">Zootecnia<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Outras atua\u00e7\u00f5es&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As pesquisas da professora s\u00e3o desenvolvidas no Laborat\u00f3rio de Citogen\u00e9tica e Entomologia Molecular, que tem como especialidade o estudo de insetos. Nesse laborat\u00f3rio, al\u00e9m do trabalho com bichos-da-seda, tamb\u00e9m s\u00e3o realizadas pesquisas com pragas de soja e sua resist\u00eancia a inseticidas, al\u00e9m do estudo de mosquitos, em especial do mosquito da dengue, em parceria com outro laborat\u00f3rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No projeto \u201cSeda \u2013 O fio que transforma\u201d, s\u00e3o desenvolvidas diversas pesquisas envolvendo o bicho-da-seda, inclusive trabalhando com a rela\u00e7\u00e3o entre as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e a produ\u00e7\u00e3o de seda. Al\u00e9m disso, Renata \u00e9 professora da \u00e1rea de Biologia Celular e, atualmente, ministra aulas para os cursos de Biologia Bacharelado e Nutri\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos problemas enfrentados por produtores de seda no Brasil \u00e9 a falta de alimento para os bichos-da-seda em situa\u00e7\u00f5es em que as planta\u00e7\u00f5es de amoreiras, usadas para alimentar o inseto, n\u00e3o d\u00e3o conta de suprir a demanda. 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