{"id":106,"date":"2024-11-05T11:19:45","date_gmt":"2024-11-05T14:19:45","guid":{"rendered":"https:\/\/departamentos.uel.br\/biologia-animal-e-vegetal\/?p=106"},"modified":"2024-11-05T11:21:27","modified_gmt":"2024-11-05T14:21:27","slug":"projeto-orienta-sobre-preservacao-da-fauna-e-respeito-a-biodiversidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/departamentos.uel.br\/biologia-animal-e-vegetal\/sem-categoria\/2024\/11\/05\/projeto-orienta-sobre-preservacao-da-fauna-e-respeito-a-biodiversidade\/","title":{"rendered":"Projeto orienta sobre preserva\u00e7\u00e3o da fauna e respeito \u00e0 biodiversidade"},"content":{"rendered":"\n<p>Projeto de Extens\u00e3o desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa Ecologia e Comportamento Animal (Leca), em parceria com o Grupo de Pesquisa em Criatividade, Inova\u00e7\u00e3o, Cogni\u00e7\u00e3o e Comportamento (Criacom), do Centro de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas (CCB), utiliza ferramentas de m\u00eddia social para divulgar conceitos de preserva\u00e7\u00e3o da fauna e respeito \u00e0 biodiversidade. Na pr\u00e1tica, o projeto&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/qbma_uel\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Que Bicho Mora Aqui<\/a>&nbsp;busca conscientizar a popula\u00e7\u00e3o sobre h\u00e1bitos para conviv\u00eancia com mam\u00edferos de m\u00e9dio e grande porte existentes nos fragmentos urbanos verdes.<\/p>\n\n\n\n<p>Londrina tem aproximadamente 20% de sua \u00e1rea de cobertura florestal distribu\u00eddas em \u00e1reas como o Parque Estadual Mata dos Godoy, Arthur Thomas, Daisaku Ikeda, Jardim Bot\u00e2nico e at\u00e9 o horto da Fazenda Escola da UEL. Locais que abrigam esp\u00e9cies como macacos prego e outros primatas, quatis, gamb\u00e1s, cotias e at\u00e9 on\u00e7a parda. Estes fragmentos s\u00e3o locais visitados por fam\u00edlias, turistas e estudantes durante atividades acad\u00eamicas. A preocupa\u00e7\u00e3o dos pesquisadores est\u00e1 relacionada aos visitantes, para que tenham comportamento adequado e n\u00e3o interajam com os animais silvestres.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a coordenadora do projeto, professora Ana Paula Vidotto Magnoni, do Departamento de Biologia Animal e Vegetal (BAV) da UEL, as interven\u00e7\u00f5es v\u00e3o desde fornecer comida at\u00e9 estabelecer contato com esses animais, como se fossem um pet criado dentro de casa. Essa intera\u00e7\u00e3o provoca problemas a partir da interfer\u00eancia na alimenta\u00e7\u00e3o e no comportamento dessa fauna. A professora alerta que existe ainda risco de zoonoses, doen\u00e7as transmitidas de animais para seres humanos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Ana Paula, o projeto busca cercar a popula\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es, com aten\u00e7\u00e3o redobrada para estudantes e professores do Ensino Fundamental e M\u00e9dio. As postagens s\u00e3o embasadas nas pesquisas desenvolvidas no Leca e Criacom. Neste segundo semestre do ano, os pesquisadores pretendem produzir materiais gr\u00e1ficos (folders e cartazes) que ser\u00e3o distribu\u00eddos nos parques nos dias de visitas de escolas. A professora Ana Paula explica que o projeto mant\u00e9m uma parceria com a Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) de Londrina, que repassar\u00e1 aos pesquisadores as datas de visitas aos parques.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela explica que o trabalho \u00e9 realizado com a participa\u00e7\u00e3o de professores colaboradores, al\u00e9m de alunos de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. A meta \u00e9 evoluir a linguagem a partir de uma comunica\u00e7\u00e3o mais efetiva com o p\u00fablico jovem, estudantes de Ensino Fundamental e M\u00e9dio. Outro p\u00fablico que interessa aos pesquisadores s\u00e3o os professores da rede estadual e municipal de ensino, que poderiam utilizar o conte\u00fado divulgado no Instagram para nas aulas e demais atividades que envolvam ci\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Mudan\u00e7a de comportamento<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Para a professora, somente com dissemina\u00e7\u00e3o maci\u00e7a destas informa\u00e7\u00f5es \u00e9 que ser\u00e1 poss\u00edvel mudar o comportamento da popula\u00e7\u00e3o na rela\u00e7\u00e3o com os animais silvestres. \u201cAs pessoas precisam dar valor \u00e0 biodiversidade e se comportar corretamente. Quanto mais comida se d\u00e1, por exemplo, mais eles v\u00e3o proliferar\u201d, exemplifica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs animais silvestres n\u00e3o s\u00e3o dom\u00e9sticos, s\u00e3o diferentes dos Pets\u201d, refor\u00e7a Ana Paula. Na justificativa do projeto os pesquisadores relacionam que s\u00e3o conhecidas 770 esp\u00e9cies de mam\u00edferos no brasil, 321 somente no bioma Mata Atl\u00e2ntica. Desse total, 90 s\u00e3o consideradas end\u00eamicas, ou seja, que se desenvolveram em uma regi\u00e3o restrita. Ainda segundo os pesquisadores, as comunidades de mam\u00edferos est\u00e3o em decad\u00eancia em v\u00e1rios biomas, de maneira mais acentuada na Mata Atl\u00e2ntica brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, mam\u00edferos de m\u00e9dio e grande porte t\u00eam pap\u00e9is importantes para a manuten\u00e7\u00e3o e equil\u00edbrio dos ecossistemas florestais, colaborando com v\u00e1rios servi\u00e7os ecol\u00f3gicos. As consequ\u00eancias dessa defauna\u00e7\u00e3o podem interferir em diferentes escalas ecol\u00f3gicas e promover efeitos em cascata na abund\u00e2ncia, composi\u00e7\u00e3o e ecologia de outras esp\u00e9cies, encerra a pesquisadora.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projeto de Extens\u00e3o desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa Ecologia e Comportamento Animal (Leca), em parceria com o Grupo de Pesquisa em Criatividade, Inova\u00e7\u00e3o, Cogni\u00e7\u00e3o e Comportamento (Criacom), do Centro de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas (CCB), utiliza ferramentas de m\u00eddia social para divulgar conceitos de preserva\u00e7\u00e3o da fauna e respeito \u00e0 biodiversidade. Na pr\u00e1tica, o projeto&nbsp;Que Bicho Mora [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":108,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-106","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/departamentos.uel.br\/biologia-animal-e-vegetal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/106","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/departamentos.uel.br\/biologia-animal-e-vegetal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/departamentos.uel.br\/biologia-animal-e-vegetal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/departamentos.uel.br\/biologia-animal-e-vegetal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/departamentos.uel.br\/biologia-animal-e-vegetal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=106"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/departamentos.uel.br\/biologia-animal-e-vegetal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/106\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":107,"href":"https:\/\/departamentos.uel.br\/biologia-animal-e-vegetal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/106\/revisions\/107"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/departamentos.uel.br\/biologia-animal-e-vegetal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/108"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/departamentos.uel.br\/biologia-animal-e-vegetal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=106"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/departamentos.uel.br\/biologia-animal-e-vegetal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=106"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/departamentos.uel.br\/biologia-animal-e-vegetal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=106"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}