{"id":382,"date":"2026-08-12T11:47:51","date_gmt":"2026-08-12T14:47:51","guid":{"rendered":"https:\/\/departamentos.uel.br\/agronomia\/?p=382"},"modified":"2026-08-12T11:48:31","modified_gmt":"2026-08-12T14:48:31","slug":"primeira-planta-ornamental-transgenica-do-brasil-e-avaliada-pela-ctnbio-com-participacao-de-pesquisador-da-uel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/departamentos.uel.br\/agronomia\/sem-categoria\/2026\/08\/12\/primeira-planta-ornamental-transgenica-do-brasil-e-avaliada-pela-ctnbio-com-participacao-de-pesquisador-da-uel\/","title":{"rendered":"Primeira planta ornamental transg\u00eanica do Brasil \u00e9 avaliada pela CTNBio com participa\u00e7\u00e3o de pesquisador da UEL"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Orqu\u00eddea <em>Phalaenopsis azul<\/em>, desenvolvida por engenharia gen\u00e9tica, teve an\u00e1lise conduzida pelo professor Ricardo Tadeu de Faria, que atua h\u00e1 quase 30 anos com pesquisas em <em>Orchidaceae<\/em> na universidade.<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No dia 5 de agosto de 2026, a Comiss\u00e3o T\u00e9cnica Nacional de Biosseguran\u00e7a (CTNBio), em Bras\u00edlia, avaliou a libera\u00e7\u00e3o comercial da primeira planta ornamental geneticamente modificada submetida \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o para comercializa\u00e7\u00e3o no Brasil: uma orqu\u00eddea do g\u00eanero <em>Phalaenopsis<\/em> com flores de colora\u00e7\u00e3o azul-arroxeada, obtida por transforma\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br>A avalia\u00e7\u00e3o contou com a participa\u00e7\u00e3o do professor Ricardo Tadeu de Faria, do Departamento de Agronomia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), convidado para emitir parecer t\u00e9cnico sobre a libera\u00e7\u00e3o comercial da nova orqu\u00eddea.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/departamentos.uel.br\/agronomia\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/WhatsApp-Image-2026-08-10-at-11.30.19-edited-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-384\" style=\"aspect-ratio:1.7778208178850092;width:677px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/departamentos.uel.br\/agronomia\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/WhatsApp-Image-2026-08-10-at-11.30.19-edited-1.jpeg 1200w, https:\/\/departamentos.uel.br\/agronomia\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/WhatsApp-Image-2026-08-10-at-11.30.19-edited-1-300x169.jpeg 300w, https:\/\/departamentos.uel.br\/agronomia\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/WhatsApp-Image-2026-08-10-at-11.30.19-edited-1-1024x576.jpeg 1024w, https:\/\/departamentos.uel.br\/agronomia\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/WhatsApp-Image-2026-08-10-at-11.30.19-edited-1-768x432.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Professor Ricardo Tadeu de Faria <\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Recebi com grande prazer o convite para participar desse processo e emitir um parecer sobre a libera\u00e7\u00e3o comercial da orqu\u00eddea azul. \u00c9 uma oportunidade de contribuir, a partir da experi\u00eancia acumulada pela UEL em quase 30 anos de pesquisas com Orchidaceae, para uma discuss\u00e3o que inaugura uma nova etapa para a floricultura brasileira&#8221;, destaca o professor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Trajet\u00f3ria da UEL com orqu\u00eddeas<\/strong><br>A participa\u00e7\u00e3o do pesquisador est\u00e1 diretamente relacionada \u00e0 trajet\u00f3ria da UEL com as orqu\u00eddeas. Desde 1997, quando foram criados o Orquid\u00e1rio UEL e o Laborat\u00f3rio de Cultura de Tecidos, pesquisadores e estudantes de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o desenvolvem pesquisas com a fam\u00edlia <em>Orchidaceae<\/em>, envolvendo propaga\u00e7\u00e3o, cultivo, conserva\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de tecnologias.<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como surgiu a <em>Phalaenopsis azul<\/em><br><\/strong>A colora\u00e7\u00e3o azul \u00e9 uma caracter\u00edstica dif\u00edcil de ser obtida em <em>Phalaenopsis<\/em> por meio do melhoramento convencional. A nova planta foi desenvolvida por engenharia gen\u00e9tica utilizando um gene proveniente de <em>Commelina communis<\/em>, conhecida popularmente como trapoeraba.<br>Esse gene participa da produ\u00e7\u00e3o de uma enzima envolvida na rota bioqu\u00edmica respons\u00e1vel pela forma\u00e7\u00e3o de delfinidina, um pigmento do grupo das antocianinas associado \u00e0s colora\u00e7\u00f5es azuladas e arroxeadas. Assim, a tecnologia n\u00e3o simplesmente &#8220;pinta&#8221; a flor de azul. A altera\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica permite que a pr\u00f3pria planta produza um pigmento que a <em>Phalaenopsis<\/em> convencional n\u00e3o produz em quantidade suficiente para apresentar essa colora\u00e7\u00e3o.<br>A tecnologia j\u00e1 \u00e9 comercializada no Jap\u00e3o e tamb\u00e9m passou por avalia\u00e7\u00e3o nos Estados Unidos. Em sua avalia\u00e7\u00e3o, o USDA concluiu que a planta n\u00e3o apresenta caracter\u00edsticas que indiquem maior risco fitossanit\u00e1rio em compara\u00e7\u00e3o com uma <em>Phalaenopsis<\/em> convencional.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"387\" height=\"516\" src=\"https:\/\/departamentos.uel.br\/agronomia\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/images.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-381\" srcset=\"https:\/\/departamentos.uel.br\/agronomia\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/images.jpeg 387w, https:\/\/departamentos.uel.br\/agronomia\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/images-225x300.jpeg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 387px) 100vw, 387px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Phalaenopsis azul<\/em>, com pigmento azul naturalmente produzido pela planta<\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/departamentos.uel.br\/agronomia\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/WhatsApp-Image-2026-08-12-at-09.53.56-768x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-380\" style=\"aspect-ratio:0.750011667522285;width:389px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/departamentos.uel.br\/agronomia\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/WhatsApp-Image-2026-08-12-at-09.53.56-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/departamentos.uel.br\/agronomia\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/WhatsApp-Image-2026-08-12-at-09.53.56-225x300.jpeg 225w, https:\/\/departamentos.uel.br\/agronomia\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/WhatsApp-Image-2026-08-12-at-09.53.56.jpeg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Flor colorida artificialmente pela inje\u00e7\u00e3o de corante azul.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><strong>Avalia\u00e7\u00e3o de biosseguran\u00e7a<br><\/strong>A CTNBio \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o colegiado multidisciplinar criado pela Lei n\u00ba 11.105\/2005 e respons\u00e1vel pela avalia\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica de quest\u00f5es relacionadas \u00e0 biosseguran\u00e7a de organismos geneticamente modificados. Antes da libera\u00e7\u00e3o comercial, s\u00e3o avaliados aspectos relacionados \u00e0 sa\u00fade humana e animal, agricultura e meio ambiente, incluindo caracter\u00edsticas da planta, a modifica\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica realizada, capacidade de reprodu\u00e7\u00e3o e dispers\u00e3o, possibilidade de fluxo g\u00eanico e eventual potencial invasivo.<br>No caso da <em>Phalaenopsis azul<\/em>, as avalia\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis indicam que a planta n\u00e3o apresenta caracter\u00edsticas que a tornem mais invasiva ou daninha do que uma Phalaenopsis convencional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><strong>Um novo cap\u00edtulo para a floricultura<br><\/strong>A avalia\u00e7\u00e3o da <strong>Phalaenopsis azul<\/strong> representa um marco para a floricultura brasileira. A biotecnologia, tradicionalmente associada \u00e0s grandes culturas agr\u00edcolas, passa agora a ganhar espa\u00e7o tamb\u00e9m no desenvolvimento de plantas ornamentais, nas quais caracter\u00edsticas como cor, formato, tamanho e durabilidade das flores possuem grande import\u00e2ncia econ\u00f4mica.<br>Para o Brasil, que possui enorme biodiversidade vegetal e grande potencial na produ\u00e7\u00e3o de flores e plantas ornamentais, o avan\u00e7o dessas tecnologias pode abrir novas oportunidades para pesquisa, inova\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de produtos.<br>A expectativa \u00e9 que, cumpridas as etapas regulat\u00f3rias e produtivas necess\u00e1rias, a nova Phalaenopsis possa chegar ao mercado brasileiro nos pr\u00f3ximos anos. Mais do que uma orqu\u00eddea azul, a novidade representa a chegada da biotecnologia a uma nova fronteira: a cria\u00e7\u00e3o de caracter\u00edsticas ornamentais por meio da ci\u00eancia e da engenharia gen\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Orqu\u00eddea Phalaenopsis azul, desenvolvida por engenharia gen\u00e9tica, teve an\u00e1lise conduzida pelo professor Ricardo Tadeu de Faria, que atua h\u00e1 quase 30 anos com pesquisas em Orchidaceae na universidade. 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